Governo do RJ demite milhares de comissionados após identificar 'fantasmas' em todos os 77 órgãos estaduais

Governo do RJ demite milhares de comissionados após identificar ‘fantasmas’ em todos os 77 órgãos estaduais

Governo do Rio de Janeiro desmantela esquema de ‘funcionários fantasmas’ Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) do Rio de Janeiro revelou a existência de funcionários fantasmas em todos os 77 órgãos da administração estadual. O levantamento, iniciado no final de março, focou em comissionados que não apresentavam registro de acesso ao trabalho, […]

Resumo

Governo do Rio de Janeiro desmantela esquema de ‘funcionários fantasmas’

Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) do Rio de Janeiro revelou a existência de funcionários fantasmas em todos os 77 órgãos da administração estadual. O levantamento, iniciado no final de março, focou em comissionados que não apresentavam registro de acesso ao trabalho, como uso de catracas, login em computadores ou acesso ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Com base nos critérios de ‘alta criticidade’, o governo já promoveu a exoneração de milhares de servidores. Essa medida visa não apenas a reorganização administrativa, mas também a otimização dos gastos públicos. A expectativa é de uma economia significativa para os cofres estaduais.

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A iniciativa faz parte de um esforço maior do governo para identificar e corrigir irregularidades na gestão de pessoal, garantindo que os recursos públicos sejam utilizados de forma eficiente e transparente. Conforme informação divulgada por O Globo.

Exonerações em massa e economia de milhões

Desde o início das operações, em 23 de março, mais de 4.283 comissionados foram exonerados. A economia estimada com essas demissões até o final do ano é de R$ 230 milhões. Em algumas secretarias, a situação era alarmante: na Secretaria de Ambiente, 110 dos 128 servidores do gabinete do secretário nunca acessaram o sistema oficial. Já na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, apenas 90 de 150 comissionados possuíam estação de trabalho.

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Casos emblemáticos e extinção de cargos

O levantamento expôs casos como o de Marcelo Cabral D’Almeida, filho do ex-vereador Marcelino Almeida, que recebia um salário de R$ 10.903,66 na Secretaria de Ambiente. Ele alegou trabalhar em campo, mas foi exonerado. Além disso, duas subsecretarias da Seas tiveram todos os cargos extintos devido à suspeita de irregularidades, somando 51 vagas desocupadas.

Outros nomes na lista de exonerados incluem Marcus Von Seehausen e seu filho João Von Seehausen, com histórico político em Petrópolis, e Bruna Castello Branco Costa Motta, conhecida como “blogueirinha de São Marcos”, exonerada da Seas sem especificações claras de sua função.

Auditoria avança e metas de economia são revisadas

Até o momento, 60 dos 77 órgãos estaduais já passaram pela auditoria geral. A previsão de economia nas pastas já auditadas é de R$ 355 milhões em um ano. Os secretários da Casa Civil e de Governo estabeleceram prazos para que cada órgão apresente suas listas de exonerações, e servidores desligados por essa condição não poderão retornar aos seus órgãos de origem.

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Fonte: O Globo

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