Fúlvio Stefanini celebra 70 anos de carreira com estreia no Rio e reflete sobre o futuro: 'Nunca parei'

Fúlvio Stefanini celebra 70 anos de carreira com estreia no Rio e reflete sobre o futuro: ‘Nunca parei’

Fúlvio Stefanini celebra 70 anos de carreira com estreia no Rio e reflete sobre o futuro: ‘Nunca parei’ Aos 86 anos e com uma carreira teatral “grande e vasta”, Fúlvio Stefanini comemora sete décadas de atuação. O artista, que prefere focar no futuro, afirma estar “sempre com um plano aqui e outro ali”, o que […]

Resumo

Fúlvio Stefanini celebra 70 anos de carreira com estreia no Rio e reflete sobre o futuro: ‘Nunca parei’

Aos 86 anos e com uma carreira teatral “grande e vasta”, Fúlvio Stefanini comemora sete décadas de atuação. O artista, que prefere focar no futuro, afirma estar “sempre com um plano aqui e outro ali”, o que o mantém com fôlego.

“Eu não paro. A verdade é esta: nunca parei. Por isso, os 70 anos de carreira passaram muito rapidamente. Nem percebo muito bem o tempo, sabe?”, analisa Stefanini. Ele ressalta a importância da determinação e de não desistir do trabalho, paixão que o move desde sempre.

Após o término das filmagens do longa “Os corretores”, Fúlvio Stefanini está empolgado em encenar no Rio de Janeiro, pela primeira vez, um de seus maiores sucessos nos palcos: a peça “O pai”. O espetáculo, em cartaz desde 2016 em São Paulo, acompanha as dificuldades de uma mulher diante do diagnóstico de Alzheimer de seu pai.

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“O pai”: um prêmio no palco carioca

Definida por Stefanini como “um prêmio que caiu no meu colo”, a peça “O pai” aborda o dilema de cuidar de um pai com Alzheimer e a busca por um novo amor. O texto é do francês Florian Zeller, que também dirigiu a adaptação cinematográfica estrelada por Anthony Hopkins.

A montagem estreia nesta sexta-feira (27) no Teatro TotalEnergies, na Glória, e ficará em cartaz até 22 de março. A peça, que mescla drama e leveza, conta com a participação dos filhos de Fúlvio Stefanini, Fulvio Stefanini Filho e Leo Stefanini, que também assina a direção.

“Meus dois filhos estão comigo no palco. É quase uma reunião familiar em cena”, conta o ator, que se diz feliz por interpretar um personagem tão rico para sua idade, capaz de despertar emoção na plateia.

Saudade da TV, mas com ressalvas

Afastado da televisão desde 2013, Stefanini lamenta a pouca oferta de papéis de destaque para atores veteranos em novelas. Ele participou da campanha “Eu quero veteranos na TV”, defendendo a importância de manter a memória da arte viva.

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“A nossa história, minha e de colegas de idade parecida, é importante em relação ao que vem pela frente. Somos um elo com a nova geração? Acho que sim, né? Deveríamos ser”, reflete. Ele acredita que o Brasil precisa se preocupar mais com a preservação de suas memórias culturais.

Crítica à “indústria” de influenciadores

Stefanini expressa surpresa com a ascensão de celebridades da internet a papéis em grandes produções, criticando o foco comercial em detrimento do mérito artístico.

“Agora tudo é rede social! Então, estão aí pegando os chamados ‘influenciadores’. Só estão colocando nas novelas porque essas pessoas demonstram ter uma grande penetração entre o público. Mas o objetivo, no fim das contas, é apenas comercial. Do ponto de vista artístico, o resultado é zero. As escolhas ficam em cima de quantos seguidores alguém tem. Isso é pobre”, afirma.

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Teatro como essência da atuação

Apesar da saudade dos estúdios de TV, Fúlvio Stefanini reconhece que as novelas exigem um processo longo e exaustivo. Ele reitera que sua adesão à campanha pelos veteranos visava, principalmente, manter a memória da arte ativa.

O ator relembra o início de sua carreira, quando era figurante na extinta TV Tupi e admirava nomes como Oscarito e Grande Otelo. O divisor de águas foi em 1965, com a peça “Quem tem medo de Virginia Woolf?”.

“Acho que é só no teatro que um ator se mostra por inteiro. Naquele ambiente, não há nenhum recurso tecnológico para melhorar o trabalho. Ou faz ou não faz”, assevera. Ele também comenta sobre a necessidade de atrair o público jovem para o teatro, arte que, segundo ele, mesmo sendo “pura e primitiva”, demonstra uma força impressionante quando o público se envolve com a peça.

Fonte: O Globo

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