Força Municipal do Rio: Um Mês de Atuação Sem Tiros e com Foco na Prevenção
A Força Municipal do Rio de Janeiro completa um mês de operações nas ruas sem que seus agentes tenham precisado disparar suas armas de fogo. Desde o início da atuação, em 15 de março, foram registradas 807 abordagens, 215 conduções a delegacias e 116 ocorrências. A estratégia da divisão de elite da Guarda Municipal prioriza a presença ostensiva e o uso de ferramentas menos letais, como spray de pimenta, embora o taser, também disponível, ainda não tenha sido empregado.
O Secretário de Segurança Urbana do Rio, Brenno Carnevale, destacou que o uso da arma de fogo é a última opção, reservada para situações de risco iminente. Essa abordagem, segundo ele, demonstra o rigor com que os agentes seguem as diretrizes estabelecidas, priorizando a segurança de todos.
As ações da Força Municipal têm se concentrado em pontos mapeados como “manchas criminais”, com maior incidência entre 17h e 22h. Áreas como a Avenida Presidente Vargas, Central do Brasil, Campo de Santana e Cinelândia foram priorizadas, totalizando 22 pontos de atenção na cidade. Novas áreas, como o eixo Calçadão-Estação de trem de Campo Grande e a Tijuca (Praça Afonso Pena e Rua São Francisco Xavier), também passam a receber a atuação dos agentes.
Avaliação Constante e Feedback da População
O trabalho da Força Municipal é submetido a avaliações semanais por meio do sistema CompStat Rio, que analisa dados de segurança e permite ajustes nas estratégias. As reuniões contam com a participação do prefeito e de outras autoridades de segurança pública, garantindo um acompanhamento próximo e adaptativo das demandas de cada região.
Moradores e comerciantes das áreas de atuação relatam percepções variadas sobre a eficácia da Força Municipal. Em alguns pontos, como no entorno do Campo de Santana, a presença dos guardas é vista como um fator de melhoria na segurança, com relatos de queda na criminalidade. Um frequentador da Avenida Presidente Vargas, que prefere não se identificar, estima uma melhora de 70% nos crimes na região desde o início das operações.
No entanto, em outros locais, como na Central do Brasil, comerciantes ainda apontam a necessidade de maior ostensividade, especialmente durante a noite, relatando a continuidade de roubos e furtos após as 19h. Na Cinelândia, o sentimento é de que a segurança já havia melhorado com a atuação da Polícia Militar antes da chegada da Força Municipal.
Expansão e Novos Pontos de Atenção
Atualmente, a Força Municipal conta com 600 agentes, e um processo seletivo está em andamento para preencher mais 600 vagas. Além das áreas já mencionadas, os guardas atuam no eixo Rodoviária do Rio-Terminal Gentileza-Estação Leopoldina e no entorno do Jardim de Alah, na Zona Sul. A integração com as polícias estaduais tem sido elogiada pela Secretaria de Segurança Urbana, que destaca o apoio recebido da 4ª DP e do 5º BPM.
Fonte: O Globo
