Carlos Portinho é escolhido por Flávio Bolsonaro para vaga no Senado no Rio
O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) definiu o senador Carlos Portinho como o candidato do partido ao Senado pelo Rio de Janeiro. A decisão encerra a expectativa na sigla pela definição do substituto de Cláudio Castro, que havia desistido da candidatura por ser considerado inelegível devido a uma condenação e por ser alvo de investigações da Polícia Federal.
A escolha de Portinho ocorreu após uma disputa interna que também envolvia o deputado federal Carlos Jordy, representante da ala mais conservadora do bolsonarismo. A articulação de Portinho com prefeitos locais pesou a seu favor, segundo informações.
A demora na definição gerou insatisfação dentro do PL do Rio, que enfrenta diversas crises. Dirigentes da legenda viam em Portinho um perfil mais adequado para expandir a votação para além da base bolsonarista, em contraste com as preocupações sobre a capacidade de Jordy nesse aspecto.
Disputa interna e articulações políticas
Nas semanas anteriores à decisão, a disputa pela vaga no Senado esteve acirrada entre Portinho e Jordy. O senador, que assumiu o cargo em 2020 após a morte de Arolde de Oliveira, buscava a reeleição. Embora menos conhecido pelo eleitorado geral, Portinho ganhou projeção em Brasília e lidera a bancada do PL no Senado.
A desistência de Cláudio Castro, que inicialmente era a preferência para a vaga, reabriu o caminho para outros nomes. A reunião entre Flávio Bolsonaro e Portinho no Rio, seguida por uma visita surpresa do presidenciável ao estado, intensificou os movimentos políticos, apesar de ter gerado certo incômodo no partido devido à agenda de Bolsonaro com a família Reis, influente em Duque de Caxias.
Outra vaga no Senado em aberto no Rio
Com a definição de Portinho, a direita fluminense ainda precisa resolver a outra vaga para o Senado. A posição era ocupada por Marcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, que teve sua candidatura comprometida após ser preso em flagrante com um fuzil ilegal durante uma operação da Polícia Federal que investigava lavagem de dinheiro.
O PP, que integra a federação partidária com o União Brasil, possui nomes fortes, mas demonstra relutância em ceder um de seus principais puxadores de voto para a disputa senatorial, priorizando a eleição de deputados federais. Nomes como o vereador Leniel Borel e o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi são considerados quadros potenciais, mas a definição segue pendente.
Fonte: G1
