Ex-subtenente da PM, braço de Rogério de Andrade, é preso no Recreio com alerta vermelho da Interpol
Daniel Rodrigues Pinheiro, ex-subtenente da Polícia Militar e ex-chefe de segurança do contraventor Rogério de Andrade, foi capturado nesta quinta-feira (data da prisão) por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A prisão ocorreu na Comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio. Pinheiro possuía um alerta vermelho da Interpol e estava foragido da Justiça desde 2022.
Segundo informações da corporação, Pinheiro ocupava uma posição estratégica na estrutura criminosa ligada à contravenção. Ele era o responsável direto pela segurança pessoal de Rogério de Andrade e, de acordo com as investigações, coordenava o pagamento mensal de cerca de R$ 210 mil a um grupo de aproximadamente 40 seguranças particulares. Sua atuação também incluía o monitoramento de territórios de exploração da contravenção e o planejamento de ataques contra grupos rivais.
A prisão de Daniel Rodrigues Pinheiro representa um golpe significativo na estrutura financeira e operacional do esquema de contravenção chefiado por Rogério de Andrade. O mandado de prisão preventiva contra ele foi expedido em 2022, no âmbito da Operação Calígula, que também investiga Rogério de Andrade, seus familiares e outros envolvidos em crimes como organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Mandado de prisão por organização criminosa, extorsão e lavagem de capitais
Contra Daniel Rodrigues Pinheiro, foram cumpridos mandados de prisão pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção ativa e lavagem de capitais. A Polícia Civil ressalta que a captura do ex-subtenente é um avanço importante nas investigações que visam desarticular o esquema de contravenção.
Operação Calígula: alvo principal Rogério de Andrade
O mandado de prisão preventiva contra Pinheiro foi emitido a partir da Operação Calígula, deflagrada em 2022. O processo judicial envolve diversos acusados, incluindo o próprio Rogério de Andrade, seus parentes e outros investigados. O Ministério Público denunciou o grupo pela suposta integração em organização criminosa, além de crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Fonte: G1
