Passaporte Estrada Real: Uma forma de colecionar memórias em rotas históricas
A Estrada Real, com seus 1,6 mil quilômetros de extensão, oferece uma imersão na história e nas paisagens do Brasil. Criada há mais de 300 anos para o transporte de ouro e diamantes, a rota hoje se divide em quatro caminhos oficiais: Velho, Novo, dos Diamantes e Sabarabuçu, atravessando Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Para tornar a experiência ainda mais especial, o Passaporte Estrada Real foi criado. Gratuito e simbólico, este livreto virou uma marca registrada para quem percorre a rota, permitindo aos viajantes registrar sua passagem por marcos e cidades. Mesmo para quem não coleciona carimbos, diversas cidades oferecem a opção de check-in digital.
A iniciativa visa enriquecer a jornada do turista, incentivando a exploração e a descoberta dos ricos patrimônios culturais e naturais ao longo do percurso. As modalidades física e digital oferecem diferentes formas de documentar essa aventura.
Como funciona o Passaporte Estrada Real
O passaporte físico funciona com carimbos em pontos credenciados, como lojas, centros culturais e pousadas. Já a versão digital é acessada pelo aplicativo da Estrada Real, permitindo o registro das passagens por meio de check-ins. É importante notar que as duas versões não se comunicam.
Ao finalizar a jornada, o viajante pode obter um certificado. Para o passaporte virtual, o certificado é liberado automaticamente no aplicativo após os check-ins necessários. No caso do passaporte físico, é preciso enviar um e-mail para passaporteestradareal@fiemg.com.br com fotos das páginas carimbadas e da página inicial. Há um número mínimo de carimbos exigido para cada caminho: 10 no Caminho dos Diamantes, 8 no Caminho Novo, 14 no Caminho Velho e 4 no Caminho do Sabarabuçu.
Destinos imperdíveis para registrar sua passagem
Ao longo dos caminhos, diversas cidades oferecem pontos de check-in e experiências memoráveis. No Rio de Janeiro, Paraty, no Caminho Velho, encanta com seu centro histórico colonial e praias paradisíacas. Já Petrópolis, no Caminho Novo, a Cidade Imperial, abriga o Museu Imperial e o icônico Palácio de Cristal.
Em Minas Gerais, Ouro Preto, no Caminho dos Diamantes, convida a um mergulho na tradição barroca e na história da Inconfidência Mineira. Para quem busca tranquilidade e natureza, São Lourenço, no Caminho Velho, oferece o Parque das Águas em meio à Mata Atlântica.
Em São Paulo, Guaratinguetá, também no Caminho Velho, se destaca pela forte tradição religiosa, com destaque para a antiga casa de Frei Galvão, hoje um centro cultural. Cada parada é uma oportunidade de colecionar uma lembrança única da Estrada Real.
Fonte: G1
