Segurança no show de Shakira supera resultados anteriores em Copacabana
O esquema de segurança implementado para o megashow de Shakira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no último sábado (2), apresentou uma redução significativa de 52% no número de ocorrências policiais em comparação ao evento de Lady Gaga, realizado em 2025. O balanço divulgado pelo Governo do Estado do Rio nesta segunda-feira (4) aponta 115 ocorrências registradas diante de um público estimado em 2 milhões de pessoas.
Em contraste, o show de Lady Gaga em 2025 registrou 238 ocorrências, enquanto a apresentação de Madonna, em 2024, contabilizou 252 casos, o que representa uma queda de 54% em relação ao show da artista colombiana. O sucesso na redução de incidentes é atribuído à ampla mobilização e ao uso de tecnologia avançada.
A chamada “Operação Shakira” contou com o empenho de quase 8 mil agentes de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Segurança Presente e Lei Seca, além do apoio de órgãos municipais. O planejamento detalhado envolveu o uso de reconhecimento facial, drones, câmeras de monitoramento, um helicóptero e o bloqueio estratégico dos acessos à orla.
Tecnologia e integração como chaves do sucesso
Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, a atuação integrada das forças de segurança e o emprego de tecnologia de ponta foram fatores decisivos para o resultado positivo. Ele destacou que a operação foi minuciosamente planejada, com um efetivo expressivo e o uso de equipamentos modernos para garantir a tranquilidade do público.
Balanço detalhado das ocorrências
A Polícia Civil registrou um total de 66 furtos de celulares, dez roubos a transeuntes e oito roubos de telefone. Houve também registros de porte de droga, estelionato e lesões corporais. Já a Polícia Militar efetuou seis prisões e apreendeu dois adolescentes. Durante a operação, agentes recolheram 185 objetos perfurocortantes, recuperaram uma motocicleta roubada e apreenderam entorpecentes. Parte das prisões foi realizada com o auxílio de câmeras de reconhecimento facial.
Caso inusitado de venda de ingressos falsos
Um dos casos mais curiosos durante o evento foi a prisão de um homem acusado de vender quatro ingressos falsos para uma suposta área VIP do show por R$ 1.500 cada, a um grupo de turistas colombianos. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) para as devidas providências.
Fonte: Governo do Rio de Janeiro
