Guarda Municipal do Rio passa por reestruturação com foco em efetivos armados e nova secretaria
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nesta segunda-feira (4) uma série de mudanças significativas na estrutura da Guarda Municipal. O novo decreto regulamenta o uso de armas e restringe cargos de chefia a servidores de carreira, buscando maior profissionalização da corporação.
As alterações ocorrem após um parecer da Polícia Federal desfavorável à concessão de porte de armas para agentes temporários da Força de Elite. A medida, antecipada pelo jornal EXTRA, tem como objetivo consolidar o acordo com a Polícia Federal para garantir o armamento da tropa.
O vice-prefeito Eduardo Cavaliere, que em breve assumirá a prefeitura devido à candidatura de Paes ao governo do Estado, destacou que a nova estrutura visa fortalecer a segurança urbana na cidade, com a criação de órgãos especializados e a priorização de guardas concursados em funções de comando e armamento.
Nova estrutura e liderança na Força de Elite
Com as mudanças, Brenno Carnevale deixa o comando da Força de Elite e assume a recém-criada Secretaria de Segurança Urbana. O comando da Força de Elite, que atuará como o braço armado da Guarda Municipal, passa a ser liderado por Aimée De La Torre, integrante da corporação desde 2019. William França, agente desde 2005, ficará responsável pela coordenação de operações.
Restrições e profissionalização da Guarda Municipal
O novo decreto determina que apenas agentes efetivos, aprovados em processo seletivo interno, poderão atuar armados na Força de Elite. Cargos de gestão também serão ocupados exclusivamente por servidores de carreira, enquanto temporários ficarão restritos a funções administrativas. A medida também institui corregedoria e ouvidoria especializadas.
Expectativas e metas para a segurança pública
Embora o processo seletivo inicial tenha aprovado pouco mais de 600 agentes para a Força de Elite, a avaliação é que as regras de admissão precisavam ser ajustadas. A previsão é que a nova estrutura comece a operar em março. A meta anunciada anteriormente era de contar com até 4,2 mil agentes armados até 2028, incluindo provisórios, mas não foi informado se haverá novo concurso para preencher as vagas restantes.
Fonte: O Globo
