Economia do Rio é Refém do Crime: Tráfico e Milícias Dominam Venda de Produtos Essenciais do Dia a Dia
Um caso trágico ocorreu em Paciência, onde Rafael da Silva Braga, dono de uma padaria, foi assassinado após se recusar a aderir à “taxa da farinha”, que impunha o fornecedor de trigo e o preço de venda do pão. A investigação identificou empresas ligadas ao crime organizado que monopolizavam a distribuição de trigo na região, chegando a roubar cargas para manter o controle.
Expansão do Monopólio: Do Gás aos Tijolos
O controle territorial do crime organizado já atinge há mais tempo a venda de botijões de gás e água mineral, importantes fontes de renda para as organizações. Em comunidades como a Rocinha, um botijão de gás pode chegar a R$ 170, 84% acima do preço subsidiado pelo programa Gás do Povo. O monopólio também se estende à venda de tijolos e areia para materiais de construção em cidades da Baixada Fluminense, com comerciantes sendo obrigados a adquirir produtos de fornecedores indicados por paramilitares.
Além disso, o crime se apropria do fornecimento de energia. A Light, concessionária de energia do Rio, perde cerca de R$ 1,3 bilhão por ano com o furto de energia, parte significativa atribuída à atuação de organizações criminosas. A empresa tem investido em projetos de “blindagem da rede” para dificultar furtos e adulterações.
Fonte: g1.globo.com
