Conselheira Tutelar de Copacabana Sofre Ameaças e Ataques Após Atuação Contra "Justiceiros"

Conselheira Tutelar de Copacabana Sofre Ameaças e Ataques Após Atuação Contra “Justiceiros”

Conselheira Tutelar Denuncia Ameaças e Ataques Após Atuação Contra Grupos de “Justiceiros” em Copacabana A conselheira tutelar Patrícia Felix tornou-se alvo de ameaças, ofensas e ataques virtuais após sua atuação no encaminhamento de denúncias contra grupos de “justiceiros” que operam na Zona Sul do Rio de Janeiro. As intimidações se intensificaram após a repercussão de […]

Resumo

Conselheira Tutelar Denuncia Ameaças e Ataques Após Atuação Contra Grupos de “Justiceiros” em Copacabana

A conselheira tutelar Patrícia Felix tornou-se alvo de ameaças, ofensas e ataques virtuais após sua atuação no encaminhamento de denúncias contra grupos de “justiceiros” que operam na Zona Sul do Rio de Janeiro. As intimidações se intensificaram após a repercussão de uma decisão judicial que proibiu William Correia da Silva Junior, apontado como líder do grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária” (AGVC), de promover ações de vigilantismo envolvendo crianças e adolescentes.

Em resposta às agressões, Patrícia Felix registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), onde o caso foi classificado como injúria por preconceito, ameaça e injúria. A conselheira afirmou que não se curvará às intimidações e que todos os agressores serão responsabilizados legalmente, ressaltando que as leis do país existem para serem cumpridas.

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Segundo a conselheira, os ataques ultrapassaram o debate sobre segurança pública, atingindo sua vida profissional e pessoal de forma cruel, com mensagens que incluem ameaças de morte, difamação e racismo. Ela enfatizou que, apesar do medo, continuará seu trabalho na proteção de crianças e adolescentes, reforçando que ninguém pode substituir o Estado na aplicação da justiça.

Grupo de “Justiceiros” sob Investigação do Ministério Público

O caso ganhou notoriedade após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizar uma ação civil pública contra William Correia da Silva Junior. As investigações apontam que o grupo liderado por ele utiliza redes sociais e aplicativos de mensagens para organizar perseguições e agressões contra adolescentes suspeitos de furtos e roubos na Zona Sul. O MPRJ reuniu evidências como vídeos e mensagens que comprovam convocações para “caçadas” e imagens de jovens sendo espancados.

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Adolescentes Vítimas de Agressões Violentas

Patrícia Felix relatou que o Conselho Tutelar tem recebido um número crescente de denúncias de violação de direitos de adolescentes, muitos deles agredidos pelos grupos de “justiceiros”. Ela destacou que as vítimas incluem não apenas jovens envolvidos com atos infracionais, mas também estudantes, adolescentes em situação de rua e jovens com sofrimento mental, alguns dos quais chegaram a ficar internados em coma após as agressões. A conselheira reafirmou o dever do Conselho Tutelar de acolher e encaminhar essas denúncias aos órgãos competentes, sem se omitir.

Decisão Judicial e Atuação do Conselho Tutelar

A decisão judicial determina que William Correia da Silva Junior se abstenha imediatamente de organizar, participar ou incentivar atos de vigilantismo envolvendo menores de idade, além de proibir a divulgação de informações que permitam a identificação de crianças e adolescentes. Patrícia Felix rebateu as críticas à atuação do Conselho Tutelar, afirmando que o órgão continuará protegendo crianças e adolescentes e que ninguém tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos, especialmente indivíduos que não possuem autoridade legal para tal.

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Fonte: O DIA

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