Cláudio Castro pode renunciar ao governo do Rio de Janeiro até segunda-feira
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está considerando renunciar ao cargo até a próxima segunda-feira, 23 de março. A decisão dependerá da sinalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o adiamento do julgamento que pode levar à sua cassação.
Caso não haja uma perspectiva de adiamento, Castro deixará o governo. A ministra Cármen Lúcia já marcou a sessão do TSE para o dia 24 de março, o que pressiona a articulação política do governador.
Nos bastidores, o governo trabalha intensamente para convencer os ministros do TSE a adiarem a conclusão do julgamento para após o dia 3 de abril. Esta data é estratégica, pois é quando Castro deixaria o cargo para se candidatar ao Senado, evitando a inelegibilidade imediata.
Articulação para adiar julgamento no TSE
Até o momento, a relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, e o ministro Antonio Carlos Ferreira votaram pela cassação de Cláudio Castro, do ex-vice Thiago Pampolha (MDB) e do afastado presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Integrantes do governo estiveram em Brasília nesta semana para tentar viabilizar o plano de adiamento.
O processo em questão investiga fraudes em mais de 20 mil contratações da CEPERJ, envolvendo supostos funcionários fantasmas contratados com dinheiro público para beneficiar a campanha de Castro em 2022.
Eleições diretas ou indiretas em risco
Se a cassação for confirmada, o Rio de Janeiro terá que realizar eleições diretas para governador, conforme determina a Constituição. Castro e seu grupo político buscam evitar esse cenário, preferindo uma eleição indireta.
A eleição indireta visa escolher um governador para um mandato-tampão, de maio a dezembro, através do voto dos 70 deputados estaduais. Neste cenário, o nome preferido de Castro para substituí-lo, Nicola Miccione (secretário da Casa Civil), ficará com a vaga de vice na chapa de Douglas Ruas.
Douglas Ruas como aposta para o futuro político
Douglas Ruas foi o escolhido para a disputa eleitoral de outubro e, segundo informações anteriores, era o preferido do PL para a disputa do mandato-tampão. A avaliação no partido é que, para ter chances contra Eduardo Paes (PSD), Ruas precisa ganhar visibilidade, e a posição de governador durante a eleição indireta poderia aumentar suas chances.
Fonte: g1.globo.com
