Carlos Bolsonaro deixa a Câmara do Rio e mira Senado em Santa Catarina
Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, comunicou nesta quinta-feira (20) sua renúncia ao mandato de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A decisão marca uma mudança significativa em sua carreira política, com o anúncio de que se mudará para Santa Catarina para articular uma candidatura ao Senado em 2026. A declaração foi feita durante a abertura da sessão legislativa.
Emocionado, Carlos Bolsonaro expressou que sua partida da cidade não é uma fuga, mas sim a continuidade de uma luta, atendendo a um “chamado” que não poderia ser realizado no Rio. Ele fez referência ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre pena em Brasília, e defendeu a inocência do ex-presidente, argumentando que ele enfrenta uma “vida injusta” em um processo com “contradições e interpretações políticas”.
A trajetória de Carlos Bolsonaro na Câmara do Rio começou em 2000, aos 17 anos, tornando-o o vereador mais jovem da história da casa. Ao longo de seis mandatos, foi o mais votado em 2016 e 2024, destacando em seu discurso realizações como a criação do clube de literatura clássica e o estabelecimento do “Dia Municipal da Liberdade de Expressão”. Colegas parlamentares, como o presidente da Câmara Carlo Caiado e a vereadora Rosa Fernandes, prestaram homenagens, reconhecendo sua sinceridade e trajetória.
Motivações e Cenário Político em Santa Catarina
A escolha por Santa Catarina não é aleatória. O estado, que deu forte apoio a Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, é visto pelo PL como um terreno fértil para a eleição de Carlos ao Senado. A avaliação interna do partido indica boas chances de sucesso, diferentemente do Rio, onde a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, também é prevista, gerando um potencial conflito de interesses.
Resistências e Alianças no PL Catarinense
Apesar do cenário favorável, a articulação de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina já enfrenta resistências dentro do próprio PL. Parte do partido considera que sua candidatura pode prejudicar a deputada federal Carol de Toni (PL-SC), que também almeja uma vaga no Senado. Além disso, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que buscará a reeleição, mostra-se relutante em ceder ambas as vagas ao Senado para nomes do PL, visando facilitar a formação de alianças com outras legendas.
Fonte: G1
