Candidato do Novo se defende após ação do PSD no TRE-RJ
O pré-candidato do partido Novo ao governo do Rio de Janeiro, André Marinho, negou o uso de inteligência artificial (IA) na locução de vídeos que criticam Eduardo Paes, pré-candidato do PSD. A defesa surge após o PSD acionar o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para derrubar os materiais.
Marinho afirmou que a voz utilizada nos vídeos é a sua própria e classificou as acusações como uma tentativa de transformar sátira política em infração eleitoral. Ele argumenta que o PSD busca censurar críticas legítimas.
Esta é a primeira ação do tipo na pré-campanha eleitoral no Rio. O PSD alega que os vídeos não informam o uso de IA, conforme determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que Marinho ofendeu a honra de Eduardo Paes, configurando difamação eleitoral e divulgação de informações inverídicas.
Defesa de Marinho: Sátira e Liberdade de Expressão
Em nota, André Marinho declarou ter plena confiança na Justiça Eleitoral para distinguir sátira, crítica política e liberdade de expressão de condutas irregulares. Ele reiterou que a narração é sua e que a única imagem gerada por IA mencionada na ação, de Paes ao lado de Lady Gaga, já circulava na internet e foi reproduzida brevemente.
Alegações do PSD e Conteúdo dos Vídeos
O PSD argumenta que a conduta de Marinho caracteriza propaganda antecipada negativa, com o intuito de desqualificar o adversário e incutir uma imagem distorcida sobre a aptidão de Paes para governar. A legenda pede a retirada liminar das publicações e a aplicação de multa.
Um dos vídeos em questão ironiza a realização do evento “Todo Mundo no Rio”, criticando a criação de áreas VIPs enquanto o público em geral se aglomera longe do palco. Os materiais chamam Eduardo Paes de “Eduardo Caos” e o acusam de ser “falso, sem espinha dorsal, sem autoridade moral”, questionando também suas negativas anteriores sobre a intenção de disputar o governo.
Fonte: O Globo
