Aliados de Flávio Bolsonaro criticam falta de diálogo e participação em impasses eleitorais no Rio e Minas

Aliados de Flávio Bolsonaro criticam falta de diálogo e participação em impasses eleitorais no Rio e Minas

Aliados de Flávio Bolsonaro criticam falta de diálogo e participação em impasses eleitorais no Rio e Minas A proximidade do fim do prazo para as convenções partidárias, em 5 de agosto, tem intensificado as críticas à condução das negociações estaduais pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Dirigentes do próprio partido e de legendas […]

Resumo

Aliados de Flávio Bolsonaro criticam falta de diálogo e participação em impasses eleitorais no Rio e Minas

A proximidade do fim do prazo para as convenções partidárias, em 5 de agosto, tem intensificado as críticas à condução das negociações estaduais pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Dirigentes do próprio partido e de legendas do Centrão envolvidas na articulação de sua coligação expressam insatisfação com a demora do presidenciável em arbitrar disputas consideradas prioritárias.

A resistência de Flávio Bolsonaro em aceitar acordos negociados pelas lideranças locais, especialmente nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, considerados estratégicos para sua campanha, tem gerado desconforto. Um aliado resumiu a situação alegando que o candidato “não responde e não participa” das decisões cruciais.

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A insatisfação também alcançou a federação União-PP, onde um dirigente relatou dificuldades em auxiliar Flávio Bolsonaro nas negociações políticas, afirmando ser “difícil ajudar quem não sabe dialogar”. As dificuldades se concentram nos dois maiores colégios eleitorais do país, onde a falta de definição tem sido um obstáculo.

Impasses no Rio de Janeiro e a estratégia eleitoral

No Rio de Janeiro, a aliança com a federação União-Brasil e PP para apoiar a candidatura de Márcio Canella (União Brasil) ao Senado, apesar de mantida, gerou novas divergências. Flávio Bolsonaro vetou a permanência de sua mãe, Rogéria Bolsonaro, como primeira suplente de Canella, optando por preservar o acordo político e evitar a associação do sobrenome Bolsonaro a uma candidatura fragilizada. Rogéria concorrerá a deputada federal.

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A orientação é que Flávio Bolsonaro evite dividir palanques com Canella, concentrando agendas com Douglas Ruas, candidato ao governo. Apesar do desconforto, a decisão visa preservar o tempo de propaganda e a força eleitoral de Canella na Baixada Fluminense e Região Metropolitana, consideradas essenciais para a campanha.

Tensão em Minas Gerais e a disputa pelo governo

Em Minas Gerais, a saída do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) da disputa pelo governo abriu um novo foco de tensão. Flávio Bolsonaro resiste em abandonar a estratégia de lançar um candidato próprio ao Palácio Tiradentes, apostando na candidatura do empresário Flávio Roscoe. Contudo, dirigentes estaduais e a ala ligada ao deputado federal Nikolas Ferreira defendem uma aliança em torno de Marcelo Aro (PP).

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A resistência ao acordo com Aro parte da avaliação de que um governador filiado a outro partido poderia dividir sua campanha entre diferentes interesses. Em contrapartida, um candidato do PL concentraria esforços na eleição presidencial, segundo interlocutores do presidenciável. A divergência foi discutida em reunião com lideranças do PL, PP e Republicanos.

A candidatura de Marcelo Aro ganhou força após perder espaço na chapa do governador Romeu Zema. PP, Republicanos e PL passaram a discutir sua candidatura ao governo, visando formar um palanque mais amplo para Flávio Bolsonaro em Minas Gerais.

Fonte: O Globo

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