A Origem Política e a Evolução dos Blocos de Carnaval no Rio
A discussão sobre o que define um “bloco” também permanece. Luiz Antonio Simas critica os “megablocos”, considerando-os mais como shows do que blocos tradicionais. Ele também destaca a tensão com a ordenação pública, discursos de “demonização” do carnaval e a financeirização da vida.
Apesar dos desafios, a essência do carnaval de rua se mantém viva na espontaneidade. João Pimentel, autor do livro “Blocos”, ressalta a importância de preservar a “galera que se organiza e sai na rua na loucura”.
Despedida e Legado
Um exemplo da vitalidade e história dos blocos é o Suvaco do Cristo, que desfila pela última vez em 2024 após 40 anos. Fundado em 1985, o bloco contribuiu para a reativação do carnaval de rua carioca, deixando um legado de irreverência e celebração.
A despedida promete ser emocionante, com sambas que marcaram a trajetória do bloco e a promessa de um registro em documentário. O Suvaco do Cristo deixa um marco na história da folia, reafirmando a força e a diversidade dos blocos de carnaval no Rio de Janeiro.
Fonte: O Globo
