Bicheiro e 19 Policiais Militares e Penais Presos em Operação no Rio de Janeiro
Uma força-tarefa do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) desarticulou, na manhã desta terça-feira (10), um esquema que unia a contravenção tradicional à estrutura do Estado. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) cumpriu 20 mandados de prisão preventiva contra um bicheiro e integrantes de seu núcleo de segurança na região de Bangu.
Entre os alvos da operação estão 18 policiais militares e penais, da ativa e inativa, além de um policial civil inativo que teria sido cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava em cargo público. A investigação revelou que os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar.
A ação teve como objetivo desarticular a prática sistemática de atos de corrupção que garantiam a livre atividade do grupo criminoso. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital e cumpridos em diversas cidades do estado, incluindo a Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Policiamento Militar e Penal Envolvido na Organização Criminosa
Os policiais militares denunciados atuavam em diversas unidades da corporação, conforme detalhado na investigação. Entre elas, destacam-se a Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e os 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões de Polícia Militar (BPM).
A operação contou com o apoio de diversas corregedorias, incluindo a da Polícia Militar, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Civil, além da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).
Crimes Investigados na Operação
Os alvos da operação responderão pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, com majorante pelo concurso de funcionários públicos, conexão com outras organizações criminosas, e corrupção ativa e passiva. A investigação aponta para um forte vínculo entre agentes públicos e a exploração ilegal de jogos de azar.
A desarticulação deste esquema representa um passo importante no combate à corrupção e à criminalidade organizada no Rio de Janeiro, demonstrando a atuação integrada do Ministério Público e das forças de segurança.
Fonte: G1
