Corte de segurança para Talíria Petrone levanta suspeitas de retaliação política
A Câmara dos Deputados suspendeu, sem aviso prévio, a escolta policial que protegia a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ). A parlamentar, que vinha recebendo ameaças de morte, buscou segurança privada para cumprir sua agenda.
A decisão unilateral da Câmara, tomada na última quinta-feira (11), gerou forte reação da deputada e de seu partido. Talíria Petrone alega que a suspensão é uma retaliação do presidente da Câmara, Arthur Lira, por sua atuação política.
As ameaças contra a deputada se intensificaram a partir de 2020, sendo investigadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e, posteriormente, pela Polícia Federal. Suspeitas apontam para envolvimento de grupos milicianos e da extrema-direita. Conforme informações divulgadas pela deputada.
Deputada Talíria Petrone critica decisão e contrata segurança particular
A deputada Talíria Petrone informou ter contratado, com recursos próprios, uma equipe de segurança privada para garantir sua proteção durante atividades políticas no Rio de Janeiro neste fim de semana. O principal compromisso é um ato contra o PL da Dosimetria.
Segundo Petrone, a Câmara não a consultou nem comunicou previamente a suspensão da escolta. Ela vê a medida como uma retaliação direta após o PSOL, com sua articulação, ter garantido a permanência do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ), contrariando os interesses de Lira.
PSOL e deputada apontam “despota mimado” e “covarde” na presidência da Câmara
Em nota, a deputada Talíria Petrone declarou que a decisão de Lira foi unilateral e subestimou os riscos à sua integridade e à de seus filhos. Ela também mencionou a oposição contundente do seu mandato ao PL da Anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Paula Coradi, presidenta do PSOL, endossou as declarações, classificando a atitude como “pura e simples retaliação”. Coradi criticou a postura de Lira, definindo-o como “despota mimado, um covarde fiador da violência política de gênero”, incapaz de conviver com o contraditório.
Investigação sobre ameaças à deputada envolve milícias e extrema-direita
As ameaças contra Talíria Petrone, que se tornaram mais graves com a divulgação de informações sobre sua residência e rotina, são alvo de investigação policial há anos. A principal linha de apuração sugere ligações com grupos milicianos do Rio de Janeiro.
O gabinete da deputada ressalta que a violência digital, frequentemente direcionada por setores da extrema-direita, pode funcionar como um gatilho para ataques físicos, desumanizando o alvo e abrindo caminho para a violência material.
Fonte: G1
