Balão causa pânico em hospital e desvia atendimento em São Gonçalo
Um balão de aproximadamente 20 metros de altura caiu na entrada da emergência do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, na manhã deste domingo (26), gerando pânico entre pacientes, acompanhantes e moradores da região. O incidente causou destruição parcial do telhado e da caixa d’água de uma casa vizinha à unidade de saúde.
Vídeos que circularam pelas redes sociais mostram o momento de correria e apreensão. Funcionários do hospital tentaram impedir a entrada de um grupo de motociclistas que invadiu a área hospitalar para resgatar o balão. Alguns indivíduos escalaram muros e a placa de identificação da unidade em busca do artefato.
A situação gerou grande nervosismo, especialmente por haver muitas crianças e idosos esperando por atendimento na emergência. A direção do hospital informou que o tumulto durou cerca de uma hora, sendo necessário o redirecionamento de ambulâncias para o centro de trauma. Na ocasião, o Heat já atendia mais de 240 pacientes internados, além de vítimas de acidentes, queimados e baleados.
Casos semelhantes assustam moradores do Rio
Este não foi o único incidente envolvendo balões na região. No sábado (25), banhistas na Praia de Copacabana se assustaram com a queda de um balão no mar, próximo ao Posto 5. A tentativa de algumas pessoas de recolher o artefato aumentou a tensão no local.
No domingo anterior (19), cerca de 40 homens invadiram uma casa de festas em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, para resgatar outro balão. O proprietário do estabelecimento relatou o desespero com a invasão e o risco de os indivíduos acessarem o telhado da residência.
Soltar balões é crime ambiental com riscos à vida
A prática de soltar balões é considerada crime ambiental, previsto na Lei nº 9.605/98. Os riscos incluem a possibilidade de incêndios em residências, áreas de vegetação e danos à rede elétrica, o que pode causar prejuízos e colocar vidas em perigo. A fabricação, venda, transporte ou soltura do artefato pode resultar em multa ou pena de um a três anos de prisão.
Fonte: G1
