Chacina em Nova Iguaçu: Seis morrem em ataque a bar; disputa entre facções é linha principal de investigação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um ataque a tiros que resultou na morte de seis pessoas em um bar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite deste domingo (8). A principal linha de investigação aponta para uma possível guerra entre organizações criminosas da região como motivação para a chacina.
Segundo as autoridades, o alvo dos criminosos seria um dos clientes do estabelecimento, identificado como J.C.O.L., de 53 anos. Ele era filho de J.L., diretor-presidente do jornal “Hora H”, da Baixada Fluminense. Outra vítima fatal foi F.R.P. Ana Cristina dos Santos, 57, que passava pelo local, também morreu após ser atingida por bala perdida.
Equipes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) já iniciaram os trabalhos de investigação, ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança para identificar os responsáveis pelo crime. Uma mulher, J.L.S., de 34 anos, também foi atingida de raspão e passa bem.
Conexões com o passado e o silêncio da família
J.C.O.L. já teve passagem pela polícia. Em 2019, ele foi preso na Bahia sob suspeita de envolvimento na morte de um casal em Nova Iguaçu em 2017. O jornal “Hora H” teve sua página retirada do ar após o ocorrido. Em nota, a família Lemos informou que não se pronunciará no momento, aguardando o andamento das investigações.
Histórico de violência na família Lemos
Este não é o primeiro episódio de violência envolvendo a família. Em 2013, o irmão de J.C.O.L., o empresário J.R.O.L., conhecido como Betinho, foi assassinado com mais de 40 tiros em uma padaria em Nova Iguaçu. Na época, o Ministério Público apontou que o crime estaria ligado à resistência do empresário à expansão de uma milícia local e a ameaças de denúncia em seu jornal.
O caso de Betinho levou à prisão de acusados em 2015. Na época, J.C.O.L. chegou a defender o irmão em entrevista, afirmando que ele denunciava policiais, bandidos e políticos e sofria ameaças.
Fonte: Agência O DIA
