Artesã agredida por agentes da Seop em Ipanema relata 'crueldade' e cogita ir à Justiça

Artesã agredida por agentes da Seop em Ipanema relata ‘crueldade’ e cogita ir à Justiça

Artesã relata agressão e busca justiça após ação da Seop em Ipanema A artesã Vitória Aguiar, que viralizou após ser abordada de forma violenta por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) em Ipanema, no Rio de Janeiro, utilizou as redes sociais para desabafar sobre o ocorrido. Ela relatou ter sido atingida por spray […]

Resumo

Artesã relata agressão e busca justiça após ação da Seop em Ipanema

A artesã Vitória Aguiar, que viralizou após ser abordada de forma violenta por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) em Ipanema, no Rio de Janeiro, utilizou as redes sociais para desabafar sobre o ocorrido. Ela relatou ter sido atingida por spray de pimenta e sofrido dores físicas intensas, além de ter sua banca de artesanato danificada durante a ação.

Vitória, natural de Rondônia e que viaja pelo Brasil vendendo suas criações, disse que o incidente a impediu de voltar ao trabalho e que ela ainda está se recuperando do trauma. “Foi uma crueldade mesmo. Além de já terem me arrastado, tacaram spray de pimenta na minha cara, puxaram meu braço com muita força”, declarou em sua conta no Instagram.

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A Prefeitura do Rio, diante da repercussão do caso, anunciou o afastamento dos agentes envolvidos na abordagem e a abertura de uma investigação administrativa para apurar os fatos. A artesã afirmou que está buscando seus direitos e cogita entrar com ação judicial contra os responsáveis pela agressão.

Agressão e atendimento médico

A artesã relatou que, após a abordagem no último sábado (11), precisou de atendimento médico devido a dores musculares intensas e ferimentos no braço e rosto. “Precisei ir ao hospital tomar uma injeção porque estava com muita dor muscular. Estou com arranhões no braço e no rosto e muita dor no braço”, contou.

Vitória informou ter sido levada à delegacia, onde permaneceu por cerca de três horas antes de ser liberada. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon) e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Graças à ajuda de populares, a maior parte de seu material de trabalho foi preservada.

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Desabafo sobre arte de rua

Em sua publicação, Vitória Aguiar fez um forte desabafo sobre a forma como artistas de rua são tratados na cidade. Ela defendeu a arte urbana como meio de trabalho e expressão cultural, criticando a associação de sua atividade com desordem ou criminalidade.

“Ordem pública é manter a ordem na cidade, não a desordem. Eu saí de casa no sábado para trabalhar, não foi pra arrumar confusão”, afirmou. “Artista não é criminoso. A rua é nosso palco, nossa galeria, nossa sobrevivência. Quem vive da arte de rua carrega mais do que peças na mochila, carrega história, coragem e resistência”, concluiu.

A artesã ainda ressaltou que o que muitos chamam de “bagunça” é, na verdade, cultura e trabalho. “Chamam de bagunça o que na verdade é cultura, chamam de ilegal o que é trabalho. A arte é cultura viva, é resistência, e vai continuar existindo enquanto houver gente corajosa o suficiente para ocupar o mundo com beleza”, finalizou.

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Fonte: G1

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