Novas regras para micromobilidade elétrica no Rio de Janeiro
Exatamente uma semana após a morte de Emanoelle e Francisco, atropelados por um ônibus na Rua Conde de Bonfim, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, anunciou novas diretrizes para a circulação de bicicletas elétricas e outros equipamentos de micromobilidade elétrica.
O anúncio foi feito em coletiva de imprensa no Centro de Operações e Resiliência (COR), na Cidade Nova. A medida surge em um cenário de insegurança viária, intensificado pela ausência de regulamentação local para a aplicação de normas nacionais existentes desde 2023.
A prefeitura justifica as novas regras como uma resposta à crescente presença desses veículos nas ruas e ao aumento de acidentes, visando a organização do tráfego e a proteção de todos os usuários das vias. Conforme informação divulgada pela prefeitura.
Aumento da preocupação com a segurança
Nos últimos anos, o Rio de Janeiro tem observado um aumento significativo na circulação de bicicletas elétricas e similares. Esse crescimento, contudo, veio acompanhado de uma preocupação crescente com o número de acidentes, tanto em ciclovias quanto em vias de trânsito rápido e até mesmo em calçadas.
A velocidade de alguns desses equipamentos e a falta de uma regulamentação clara e fiscalização efetiva geraram um ambiente de insegurança para pedestres, motoristas e os próprios ciclistas. A tragédia na Tijuca serviu como um catalisador para a ação do poder público.
Promessa de endurecimento das regras
No dia seguinte ao atropelamento fatal de Emanoelle Farias e seu filho, Francisco Farias Antunes, o prefeito já havia prometido a edição de um decreto para tornar mais rígidas as regras de circulação de bicicletas elétricas na cidade. A iniciativa busca coibir práticas de risco e garantir maior segurança no trânsito.
Objetivo de organizar e proteger
O principal objetivo das novas medidas é organizar a circulação desses veículos e, consequentemente, aumentar a segurança viária. A prefeitura reconhece a importância da micromobilidade elétrica, mas ressalta a necessidade de coexistência harmoniosa e segura entre todos os modais de transporte.
Fonte: G1
