Leilão de Imóvel Histórico dos Correios no Rio Sem Lances
A histórica sede nacional dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio de Janeiro, não recebeu nenhuma proposta em leilão realizado na última quinta-feira (30/07). O imóvel, um marco na trajetória da empresa no Brasil, foi ofertado pelo Governo Federal com um lance inicial de R$ 53,5 milhões.
A notícia da venda do edifício, um dos símbolos da comunicação brasileira, foi divulgada inicialmente pelo DIÁRIO DO RIO. A oferta integra o plano de reestruturação patrimonial dos Correios, que busca recursos para lidar com sua crise financeira.
Sem compradores na primeira rodada, o prédio poderá ser ofertado novamente em certames futuros. O edital prevê a possibilidade de redução do valor mínimo para R$ 47,7 milhões em uma terceira etapa, caso a venda não se concretize.
Um Edifício com História no Coração do Rio
Construído em 1878, durante o Império, o prédio foi projetado para centralizar os serviços postais brasileiros, tornando-se o primeiro grande edifício do país com essa finalidade. Ao longo de quase 150 anos, testemunhou momentos cruciais da história nacional, desde o reinado de Dom Pedro II até a era digital.
Atribuído ao engenheiro e arquiteto Antônio de Paula Freitas, o imóvel possui cinco pavimentos e ocupa cerca de 9.060 metros quadrados de área construída em um terreno de 1.585 metros quadrados. Sua localização é privilegiada, ocupando um quarteirão inteiro na Praça XV, entre importantes ruas do Centro Histórico e próximo a pontos turísticos como o CCBB e a Casa Brasil.
Valor de Mercado Inferior ao Lote Inicial
Uma avaliação realizada pela Sergio Castro Imóveis, e divulgada pelo DDR, indicava que o valor de mercado do imóvel não ultrapassaria os R$ 40 milhões. Essa estimativa considerava fatores como o tombamento histórico, as restrições para intervenções e as condições atuais do mercado imobiliário no Centro do Rio.
O edital ressalta que o prédio não possui débitos de IPTU inscritos em dívida ativa. No entanto, o futuro comprador terá a responsabilidade de regularizar divergências entre as áreas registradas no cadastro municipal e no registro imobiliário.
A alienação deste icônico imóvel faz parte da estratégia dos Correios para reorganizar seu patrimônio e gerar receita, diante do desequilíbrio financeiro que a estatal enfrenta. Outras medidas incluem a contratação de empréstimos, o fechamento de unidades deficitárias e a revisão de contratos.
Fonte: DIÁRIO DO RIO
