Mitsubá muda de endereço e aposta em casarão histórico no Horto
O Mitsubá, um dos restaurantes japoneses mais celebrados do Rio de Janeiro, abriu as portas em um novo e imponente casarão do século 19 no bairro do Horto. Com uma trajetória de 22 anos, que começou na Tijuca e passou pelo Leblon, o estabelecimento, comandado por Homero Cassiano, busca consolidar sua reputação em um espaço que, segundo o empresário, “o restaurante ganhou, enfim, o lugar que ele merece”. A mudança reflete a ambição de oferecer uma experiência ainda mais exclusiva e à altura da qualidade de seus pratos.
A história do Mitsubá é marcada pela visão de Homero Cassiano, que, após encerrar sua bem-sucedida fábrica de camisas masculinas, decidiu investir no ramo da culinária japonesa. A inspiração veio da sua antiga empresa, que, mesmo com instalações antigas, produzia camisas de alta qualidade. Essa filosofia de excelência, focada na matéria-prima e na execução, se tornou a base para o sucesso do restaurante.
O novo endereço no Horto, com capacidade para cerca de 120 pessoas, tem atraído um público expressivo, formando filas diariamente. A mudança, idealizada pelo sócio Cello Camolese, visa atender a um público que busca sofisticação e qualidade, consolidando o Mitsubá como um destino gastronômico de prestígio na Zona Sul carioca.
Um cardápio que celebra a diversidade dos peixes
O grande diferencial do Mitsubá sempre foi a ampla variedade de peixes oferecidos, e o novo espaço não foge à regra. O cardápio apresenta desde peixes tradicionais como robalo e linguado até opções menos comuns, como olho-de-boi, pargo e cavalinha. O fundador, Homero Cassiano, que se tornou um especialista em peixes, faz questão de selecionar pessoalmente os melhores produtos diariamente.
Entre os pratos que se destacam estão o salmão cru picado e temperado (R$ 59), o sashimi de vieiras com molho ponzu (R$ 98) e o tartar de bluefin (R$ 198). O sushi do chef (10 peças por R$ 140) e o sashimi de baiacu (5 fatias por R$ 43) também são opções que demonstram o cuidado e a técnica da casa.
A trajetória de sucesso de Homero Cassiano
A ideia de abrir um restaurante japonês surgiu quando Cassiano, aos 45 anos, encerrou sua fábrica de camisas. Ele relata que, ao negociar o fechamento da empresa, o proprietário sugeriu que ele a fechasse, pois não haveria custos e ele ainda receberia dinheiro. Essa oportunidade o levou a investir no sonho do Mitsubá.
Inicialmente, o restaurante enfrentou dificuldades, mas o chef Eduardo Nakahara, que comandou a cozinha por 19 anos, utilizou o tempo para treinar a equipe e aprimorar a qualidade dos pratos. Cassiano destaca Nakahara como “o melhor sushiman do Brasil”, comparando-o a grandes nomes da culinária japonesa.
A equipe que mantém o padrão de excelência
Mesmo com a saída de Eduardo Nakahara, que buscou novas oportunidades profissionais, o Mitsubá mantém seu alto padrão de qualidade. Cassiano optou por promover três cozinheiros da própria equipe, que foram treinados por Nakahara e estão, segundo ele, “quase no mesmo nível que o dele”. Essa decisão reforça o compromisso do restaurante com a formação interna e a manutenção da excelência.
O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro, Fernando Blower, elogia a adaptação do Mitsubá ao novo público da Zona Sul. Ele ressalta que a especialidade japonesa, a consistência na execução e a parceria de Cassiano com quem conhece bem o mercado foram fatores cruciais para o sucesso da empreitada.
Fonte: O Globo
