Cláudio Castro opta pela renúncia para escapar de cassação iminente
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), teria tomado a decisão de renunciar ao cargo para evitar uma possível cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento, que apura denúncias de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, será retomado na próxima terça-feira, 24 de outubro.
A informação, divulgada pela colunista Letícia Casado, do UOL, foi confirmada por três aliados do governador. Segundo eles, Castro teria que deixar o governo até a próxima segunda-feira, 23 de outubro, antes do início do julgamento, para que a estratégia seja efetiva.
A renúncia, segundo a visão de seus aliados, funcionaria como um movimento de “sobrevivência política”. Ao deixar o cargo antes da decisão do TSE, a ação perde o objeto principal, uma vez que Castro não estaria mais no posto. Com isso, o julgamento seria concluído, mas o foco passaria a ser a inelegibilidade do governador.
Estratégia para futuro político
A estratégia dos aliados de Castro visa limitar os problemas jurídicos a apenas uma questão: a inelegibilidade. Eles acreditam que, mesmo que o governador seja condenado e declarado inelegível, ele ainda poderá tentar viabilizar sua candidatura a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. A possibilidade levantada é a de disputar o pleito sub judice, com base em uma liminar da Justiça.
Andamento do processo no TSE
Até o momento, dois dos sete ministros do TSE já votaram pela punição de Cláudio Castro. A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, agendou uma sessão extraordinária para o dia 25 de outubro, demonstrando a intenção de concluir o julgamento ainda neste mês. A defesa de Castro nega as irregularidades e argumenta que não houve comprovação de abuso de poder.
Fonte: UOL
