Feira Literária Agita o Largo de Santa Rita com Debates e Cultura Carioca
O Largo de Santa Rita, no Centro do Rio de Janeiro, foi palco da primeira edição da feira literária idealizada pelo produtor cultural Raphael Vidal e pelo escritor Henrique Rodrigues. O evento, que visa acontecer no segundo sábado de cada mês, promete trazer debates gratuitos sobre literatura, memória e cultura carioca, além de atrações musicais.
A abertura contou com a palestra do historiador Luiz Antonio Simas, que abordou o Centro como espaço de transformação. O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, destacou a importância do Rio de Janeiro como a primeira cidade de língua portuguesa a receber o título de Capital Mundial do Livro pela Unesco.
“A feira traz a experiência muito bem sucedida do Largo da Prainha para o Largo de Santa Rita. As pessoas podem vir comer, beber, comprar livros, pinturas, gravuras, roupas… A importância de ter uma feira literária aqui é absoluta. Uma encruzilhada, um lugar tão significativo, em frente de uma igreja importante. Me lembra um romance da Eliana Alves Cruz, ‘O Crime do Cais do Valongo’, que tem passagens aqui. Estamos em um território da literatura”, ressaltou Padilha.
Programação Diversificada com Poesia e Leitura na Infância
Após a palestra de Luiz Antonio Simas, a feira recebeu as poetas MC Martina e Taiana Machado para um debate sobre a importância da poesia, com o tema “Poesia que nos salva”. Em seguida, a escritora Taís Espírito Santo e o pesquisador André Augustus Diasz discutiram o impacto da leitura na infância, sob o tema “Encanto e palavra: para ler com(o) criança”.
Debates e Música para Fechar o Evento Literário
Na parte da tarde, Raphael Vidal e Henrique Rodrigues conduziram o debate “Prato cheio: Entre o balcão e os livros”. O encerramento da festa literária ficou por conta da apresentação musical de Beto Gaspari.
Um Espaço Histórico de Significância Cultural
O Largo de Santa Rita possui um rico histórico, sendo marcado pela fundação da igreja homônima em 1721. No século XVIII, a região abrigou o primeiro Cemitério dos Pretos Novos, local de sepultamento de africanos vítimas da escravidão que morriam logo após chegarem ao Rio de Janeiro.
Fonte: G1
