Paes critica governo estadual após prisão de Salvino Oliveira
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), elevou o tom de suas críticas à gestão do governador Cláudio Castro (PL) nesta sexta-feira (13). Durante a inauguração de um setor do Hospital do Andaraí, Paes classificou a cúpula do governo estadual como “delinquentes, bandidos e vagabundos”.
As declarações ocorreram dois dias após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ), que ocupou o cargo de secretário municipal da Juventude na gestão de Paes. O prefeito defendeu Oliveira, sugerindo que a prisão seria uma forma de perseguição política orquestrada pelo governo estadual.
“Vou me esforçar para falar em nome do povo do Estado do Rio de Janeiro, em breve, tirando essa corja de covardes que está no governo do Estado, bandidos, delinquentes, covardes. Se querem fazer maldade, venham pra cima de mim. Eu botei um juiz da Lava Jato pra fora do Poder Judiciário. Vou enfrentar esses vagabundos que usam o Estado para fazer maldade”, declarou Paes.
Motivo da prisão de Salvino Oliveira
Salvino Oliveira foi preso na quarta-feira (11) pela Polícia Civil do Rio, sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho. De acordo com a polícia, o vereador teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, para obter autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área controlada pela facção criminosa.
Paes defende ex-secretário e acusa perseguição
Apesar das acusações policiais, Eduardo Paes afirmou que não compactua com atos ilícitos, mas defendeu o ex-secretário. “Eu não passo a mão na cabeça de delinquente. Se amanhã houver alguma prova de envolvimento do Salvino ou qualquer coisa, serei o primeiro a dizer: ‘Vai responder pelos seus crimes e não terá mais a minha solidariedade'”, disse o prefeito, ressaltando que, no momento, vê a prisão como uma perseguição política.
As investigações apontam que Oliveira teria articulado benefícios para o grupo criminoso, disfarçados como ações voltadas à população local. O governo do Estado do Rio de Janeiro não se manifestou sobre as declarações do prefeito até o momento da publicação desta matéria.
Fonte: G1
