PF intensifica combate à infiltração do crime no poder público do Rio com força-tarefa permanente

PF intensifica combate à infiltração do crime no poder público do Rio com força-tarefa permanente

Novas operações da PF miram corrupção e crime organizado no Rio de Janeiro A Polícia Federal no Rio de Janeiro tem intensificado suas ações contra a infiltração do crime organizado nos quadros públicos. Ao longo da última semana, foram deflagradas três operações que resultaram na prisão de 14 pessoas, incluindo policiais civis, militares e até […]

Resumo

Novas operações da PF miram corrupção e crime organizado no Rio de Janeiro

A Polícia Federal no Rio de Janeiro tem intensificado suas ações contra a infiltração do crime organizado nos quadros públicos. Ao longo da última semana, foram deflagradas três operações que resultaram na prisão de 14 pessoas, incluindo policiais civis, militares e até um delegado federal, além de um ex-secretário do governo estadual.

Essas operações compartilham um ponto crucial: a investigação de relações espúrias entre agentes públicos e o crime organizado. A tendência é que ações dessa natureza se tornem cada vez mais frequentes, impulsionadas pela atuação contínua da força-tarefa Missão Redentor II.

Criada a partir de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) na “ADPF das Favelas”, a Missão Redentor II reúne 40 agentes da PF com a incumbência de mapear a infiltração de facções e milícias no poder público fluminense. Policiais de diversos estados, com expertise em inteligência, foram recrutados para integrar este grupo de trabalho.

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Missão Redentor II: Prioridade da PF no Rio

Fontes próximas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, indicam que o combate à infiltração do crime organizado no Rio de Janeiro se tornou uma prioridade máxima para a corporação. A superintendência da PF no estado tem seguido rigorosamente as diretrizes estabelecidas.

O Centro de Inteligência Policial Operacional da Missão Redentor foi inicialmente criado em 2021, sob a coordenação do delegado Luiz Flávio Zampronha, com foco no tráfico de drogas e milícias. Após a decisão do STF, o grupo dobrou de tamanho e ampliou seu escopo para investigar a infiltração do crime em espaços formais de poder, incluindo suas conexões com agentes públicos, operadores financeiros e estruturas políticas.

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Operações em Curso e Futuras Ações

Embora a primeira operação ligada a essa força-tarefa tenha ocorrido no ano passado com a apreensão de drogas na Bahia, novas fases ostensivas ganham força. O trabalho de inteligência desenvolvido nos últimos meses tem gerado resultados expressivos, e novas ações são esperadas em breve.

A atuação da PF demonstra um compromisso renovado com o desmantelamento de redes criminosas que buscam corromper as instituições públicas. A estratégia de inteligência e a colaboração entre diferentes estados são fundamentais para o sucesso dessas investigações.

Fonte: G1

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