Eduardo Paes avalia cenários para eleição indireta no Rio e discute futuro com Lula

Eduardo Paes avalia cenários para eleição indireta no Rio e discute futuro com Lula

Paes traça planos para eleição indireta no Rio de Janeiro O prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD), está analisando dois cenários diante da possibilidade de o governador Cláudio Castro (PL) renunciar para disputar o Senado. Caso a vacância se concretize e não haja vice-governador, o estado precisará realizar […]

Resumo

Paes traça planos para eleição indireta no Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD), está analisando dois cenários diante da possibilidade de o governador Cláudio Castro (PL) renunciar para disputar o Senado. Caso a vacância se concretize e não haja vice-governador, o estado precisará realizar uma eleição indireta para um mandato tampão, que irá de maio a dezembro deste ano.

A principal preocupação de Paes é com a possibilidade de seu adversário, Douglas Ruas (PL), assumir o comando transitório do estado e usar a máquina pública em sua campanha para o governo em outubro. Diante disso, o prefeito carioca delineou duas estratégias, segundo aliados.

A primeira opção envolve questionar judicialmente as regras da eleição indireta, recentemente aprovadas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A segunda alternativa é apoiar a candidatura de André Ceciliano (PT), ex-presidente da Alerj e atual chefe de Assuntos Parlamentares do Planalto, para o mandato tampão.

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Judicialização como Plano A

O Plano A de Eduardo Paes é a judicialização das regras da eleição indireta. O ponto central de questionamento é o prazo de desincompatibilização para candidatos que ocupam cargos no Executivo. Enquanto a legislação eleitoral comum exige um afastamento de seis meses antes da votação, a regra aprovada pela Alerj estabelece apenas 24 horas após a vacância do cargo.

Embora eleições suplementares permitam flexibilização de prazos, a questão pode ser levada à Justiça, pois não há um consenso consolidado sobre a desincompatibilização em pleitos dessa natureza. No entanto, interlocutores do estado indicam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já se mostram favoráveis ao prazo encurtado, o que limita o alcance do Plano A.

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Ceciliano como Plano B e desafios internos

A segunda opção, o Plano B, seria o apoio a André Ceciliano. Apesar de terem trocado farpas publicamente no início do ano, Paes e Ceciliano se reaproximaram recentemente. Aliados de Ceciliano argumentam que ele possui bom trânsito na Alerj, o que poderia ser decisivo. A soma das bancadas aliadas a Paes (PSD e MDB) com as de esquerda (PT, PSol, PCdoB, PSB e PDT) resultaria em 24 votos, insuficientes para os 36 necessários.

O próprio PT enfrenta divisões internas sobre o nome de Ceciliano. O presidente estadual do partido, Diego Quaquá, afirmou que a sigla ainda está discutindo internamente a definição para a eleição indireta e que uma reunião será realizada para bater o martelo. Embora a tendência seja de alinhamento com Paes devido à aliança existente, o partido pode optar por lançar um de seus seis deputados estaduais.

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Encontro com Lula e expectativas futuras

Com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Rio nesta sexta-feira (6), Eduardo Paes deve aproveitar a oportunidade para discutir o cenário político do estado. Lula participará de agendas importantes para o prefeito, incluindo a entrega de moradias, a inauguração de um anel viário e t únel, e o anúncio da instalação de um hub internacional no Galeão.

No entorno de Paes, há a expectativa de que ele anuncie suas intenções para o mandato tampão em um almoço com aliados na próxima segunda-feira (9). Oficialmente, contudo, o prefeito nega estar tratando do assunto, afirmando que só abordará o tema caso a renúncia do governador se torne uma realidade.

Fonte: G1

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