Rio de Janeiro dá início ao Carnaval 2026 com esquema de segurança de alta tecnologia
Sob o calor de até 40°C, o Rio de Janeiro deu o pontapé inicial para o Carnaval 2026, com foliões já ocupando a Marquês de Sapucaí e outros 61 palcos espalhados pela cidade. O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) está operando em modo intensificado a partir de uma base avançada montada no Sambódromo, coordenando um complexo esquema de segurança e logística.
O plano envolve o monitoramento em tempo real por 500 câmeras e drones, permitindo o acionamento imediato de equipes de solo em caso de incidentes ou emergências médicas. Essa tecnologia visa não apenas a segurança, mas também a otimização logística da festa.
Uma novidade deste ano é o rastreamento das alegorias das escolas de samba, do Grupo Especial e da Série de Ouro, desde os barracões até a concentração na Avenida Presidente Vargas. O objetivo é antecipar possíveis gargalos no trânsito e evitar interrupções antes mesmo do início dos desfiles.
Clima e Protocolo de Calor em Observação
A cidade entrou no nível 3 do Protocolo de Calor (CALOR 3), com temperaturas que variam entre 36°C e 40°C, e a previsão é de que essa onda de calor persista por pelo menos três dias. Apesar disso, o COR-Rio informou que o nível de calor não alterou o estágio operacional da cidade, que permanece no Estágio 1. O Nível 3 é um alerta que antecede os níveis mais críticos.
O COR-Rio tem divulgado em seus canais oficiais medidas de segurança e proteção à saúde para a população e os turistas durante o período de calor intenso, orientando sobre hidratação e cuidados para evitar o mal-estar.
Vigilância Abrange o Subúrbio e Pontos de Entrada
A vigilância tecnológica se estende para além da Zona Sul e da Sapucaí. Na Estrada Intendente Magalhães, palco tradicional do Carnaval popular na Zona Norte, 60 câmeras e drones adicionais monitoram os bairros de Madureira, Campinho e Cascadura, garantindo que a festa ocorra com o mesmo nível de atenção dedicada ao Centro.
As principais portas de entrada para a folia, como as estações de metrô Central do Brasil, Praça Onze e Estácio, também estão sob vigilância constante. O fluxo de passageiros em trens, metrô e VLT é analisado em tempo real para otimizar a oferta de transporte e prevenir a superlotação, assegurando uma experiência mais segura e organizada para todos os foliões.
Fonte: G1
