Governadores do RJ e DF podem ser convocados à CPMI do INSS por caso Banco Master

Governadores do RJ e DF podem ser convocados à CPMI do INSS por caso Banco Master

CPI do INSS investiga possível envolvimento de governadores em esquema do Banco Master O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou requerimentos na CPMI do INSS solicitando a convocação dos governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Ibaneis Rocha (Distrito Federal). O objetivo é apurar o possível envolvimento dos chefes do Executivo estadual em um esquema […]

Resumo

CPI do INSS investiga possível envolvimento de governadores em esquema do Banco Master

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou requerimentos na CPMI do INSS solicitando a convocação dos governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Ibaneis Rocha (Distrito Federal). O objetivo é apurar o possível envolvimento dos chefes do Executivo estadual em um esquema que envolve o Banco Master e supostas fraudes na Previdência.

As investigações da Polícia Federal apontam para um complexo esquema de captação de recursos pelo Banco Master, com aplicação em fundos de investimento e possível direcionamento para o patrimônio pessoal de seu controlador, Daniel Vorcaro. Vorcaro, em depoimento, afirmou ter discutido pessoalmente com Ibaneis Rocha a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

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No Rio de Janeiro, o fundo previdenciário Rioprevidência investiu R$ 970 milhões em papéis do Banco Master. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já havia apontado irregularidades no plano de investimentos do fundo, como a ausência de aprovações legais e falta de limites claros de alocação por emissor.

Investigações apontam rombo bilionário e conexões políticas

Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), classificou o caso como “gravíssimo” e destacou que o BRB “concentra o maior volume de recursos desse escândalo”. Segundo informações da PF, o rombo no BRB é estimado em R$ 4,5 bilhões. O Banco Central já determinou um aporte de R$ 3 bilhões para garantir a liquidez da instituição.

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Cappelli ressaltou que o escândalo pode exigir aportes superiores a R$ 50 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), somadas as liquidações de outras instituições. Ele também apontou indícios de que o esquema pode ter ligações com o crime organizado, por meio da Operação Carbono Oculto.

Pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha

Em relação ao Distrito Federal, Cappelli afirmou que Ibaneis Rocha perdeu as condições de permanecer no cargo. Ele citou declarações de Daniel Vorcaro, que teria tratado diretamente com o governador sobre as operações entre BRB e Master, inclusive em encontros na residência de Ibaneis. Partidos como PSB, Cidadania e PSOL já protocolaram pedidos de impeachment contra o governador.

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“A primeira medida para resgatar o BRB é afastar o governador responsável por esses absurdos”, declarou Cappelli. Ele enfatizou que o crime organizado tem se estruturado em organizações internacionais e bilionárias, utilizando esquemas sofisticados para lavagem de dinheiro dentro do próprio sistema financeiro.

Fonte: G1

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