Alexandre de Moraes autoriza soltura de Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, com uso de tornozeleira eletrônica

Alexandre de Moraes autoriza soltura de Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, com uso de tornozeleira eletrônica

Moraes libera Rodrigo Bacellar, mas impõe tornozeleira eletrônica ao deputado O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela soltura do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). A decisão, anunciada nesta terça-feira (9), permite que o deputado use tornozeleira eletrônica como condição para sua liberdade. […]

Resumo

Moraes libera Rodrigo Bacellar, mas impõe tornozeleira eletrônica ao deputado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela soltura do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). A decisão, anunciada nesta terça-feira (9), permite que o deputado use tornozeleira eletrônica como condição para sua liberdade.

Bacellar, que estava preso desde a última quarta-feira (3), é suspeito de repassar informações sigilosas de uma operação policial. A Polícia Federal aponta que o deputado teria auxiliado na retirada de objetos da casa de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, o que configuraria obstrução de investigações criminais.

Apesar das restrições, Bacellar está autorizado a participar das sessões e votações na Alerj. Caso suas atividades parlamentares se estendam após as 19h, o deputado deverá apresentar justificativa ao STF em até 24 horas para qualquer descumprimento do recolhimento domiciliar noturno. A Assembleia Legislativa já havia aprovado a soltura de Bacellar na véspera, com 42 votos a favor e 21 contra.

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Suspeitas e defesa do deputado

Rodrigo Bacellar é investigado por suposto envolvimento na tentativa de obstruir uma operação contra TH Joias, preso desde setembro sob suspeita de integrar o Comando Vermelho. Segundo o Ministério Público, TH Joias teria indicado aliados para cargos na Alerj e intermediado negociações ilícitas para a facção.

A defesa de Bacellar classificou a prisão como “totalmente desproporcional”. O advogado Bruno Borragine afirmou que o deputado está tranquilo e confiante no processo, negando qualquer conduta ativa para burlar a Justiça ou impedir a produção de provas.

Contexto político no Rio de Janeiro

A soltura de Bacellar ocorre em um momento de movimentação política no Rio de Janeiro. Caso o governador Cláudio Castro deixe o cargo em abril para disputar o Senado em 2026, a chefia do Executivo estadual passaria para o presidente da Alerj ou para o Tribunal de Justiça, que convocaria nova eleição em até 30 dias. O ex-vice-governador Thiago Pampolha renunciou em maio para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

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Fonte: Oeste

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