Plano de Segurança do RJ mira investigações contra policiais e políticos envolvidos com crime organizado

Plano de Segurança do RJ mira investigações contra policiais e políticos envolvidos com crime organizado

Novo plano de segurança do Rio de Janeiro prevê investigação de policiais e políticos O governo do Rio de Janeiro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano de segurança inovador, com foco no combate financeiro ao crime organizado. A iniciativa visa reocupar áreas dominadas por facções e milícias, desarticulando esquemas ilegais que exploram serviços […]

Resumo

Novo plano de segurança do Rio de Janeiro prevê investigação de policiais e políticos

O governo do Rio de Janeiro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano de segurança inovador, com foco no combate financeiro ao crime organizado. A iniciativa visa reocupar áreas dominadas por facções e milícias, desarticulando esquemas ilegais que exploram serviços básicos.

Elaborado pela Secretaria de Segurança Pública, o projeto-piloto será implementado nas comunidades de Rio das Pedras, Gardênia Azul e Muzema, totalizando mais de 85 mil moradores. Esta ação surge após a intensa operação policial que resultou em 121 mortes em outubro e como desdobramento da “ADPF das favelas”, que estabeleceu regras para operações em comunidades.

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Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o plano tem início previsto para o primeiro semestre do próximo ano. “O que hoje a gente vê como uma quebra de um paradigma é mostrar que a Segurança Pública vai atuar e não é seletivo em relação a esses alvos de corrupção. Ou seja, vão ser alvo de investigação o mau policial, o mau político, seja quem for”, declarou em entrevista à rádio CBN.

Enfrentamento financeiro como prioridade

Victor Santos destacou que a principal engrenagem do crime nessas áreas é a movimentação bilionária de recursos para abastecer as facções. Apenas o mercado ilegal de imóveis, renda e aluguel na região escolhida para o piloto movimentou cerca de R$ 10 bilhões neste ano. A exploração de serviços essenciais, como internet e gás, também representa um faturamento expressivo para o crime organizado.

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“Quando a gente fala de internet, exploração de sinal de internet, são R$ 3 milhões por mês. Gás, por exemplo, são R$ 4 milhões”, exemplificou o secretário, ressaltando que a população mais pobre é a maior vítima desse modelo, pagando preços mais altos por serviços básicos.

Retomada de território e serviços essenciais

O plano estratégico tem como objetivo central retirar o controle do crime sobre serviços básicos e devolver a normalidade aos moradores. O modelo se inspira em princípios adotados em Medellín, na Colômbia, para a reocupação territorial, buscando bloquear a expansão do Comando Vermelho e restabelecer a presença do Estado.

“Esse é o principal objetivo do plano estratégico, exatamente retomar esse território e devolver para a população de bem”, afirmou Santos. Ele assegurou que não haverá blindagem institucional, e que policiais e políticos envolvidos com atividades criminosas estarão sujeitos à investigação e punição, independentemente de suas esferas de atuação.

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Fonte: G1

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