Apartamento de Eduardo Bolsonaro vai a leilão pela Caixa Econômica Federal no Rio
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) perdeu a propriedade de um apartamento de 101 m², localizado na Avenida Pasteur, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O imóvel foi leiloado pela Caixa Econômica Federal devido ao atraso no pagamento do financiamento contratado com o banco.
A situação do imóvel se complicou após uma restrição judicial em julho de 2025, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de bens. O apartamento, que possui sala, um quarto, cozinha, banheiro, lavabo e área de serviço, foi adquirido em junho de 2017 por R$ 1 milhão.
O financiamento com a Caixa abrangeu R$ 788 mil, a serem pagos em 420 meses, com parcelas iniciais de R$ 9.743,29. Na declaração de bens para as eleições de 2022, Eduardo Bolsonaro informou que 80% do valor do imóvel foi financiado.
Inadimplência e consolidação da propriedade
Eduardo Bolsonaro tornou-se réu no final de 2025, sob a acusação de ter atuado em favor de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Na época, ele já residia nos EUA e alegava ser vítima de perseguição judicial.
A Caixa iniciou as tentativas de notificar o ex-deputado sobre o atraso no financiamento em outubro de 2025. Como não obteve sucesso na localização para entrega direta, a intimação foi realizada por edital em novembro do mesmo ano. Sem que Eduardo quitasse os valores pendentes dentro do prazo legal, que se encerrou em janeiro de 2026, a Caixa Econômica Federal consolidou a propriedade do imóvel em seu nome em 30 de março de 2026.
Leilão para recuperação de valores
O apartamento foi avaliado em R$ 1.049.061,00 para o processo de transferência. Com a consolidação, Eduardo Bolsonaro deixou de ser o proprietário oficial do imóvel. A instituição financeira colocou o apartamento à venda para reaver parte do prejuízo.
O leilão do imóvel está agendado para o dia 20 de agosto, com um lance inicial de aproximadamente R$ 644,3 mil. O apartamento, avaliado pelo banco em pouco mais de R$ 1 milhão, representa um prejuízo financeiro para o ex-parlamentar.
Fonte: G1
