PL Encaminha Chapa Pura no Rio de Janeiro
O Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro caminha para uma chapa pura nas eleições estaduais, formada exclusivamente por membros da sigla. A decisão surge após o recuo do Centrão, que retirou a candidatura de Márcio Canella (União Brasil) ao Senado. Com isso, o cenário para a composição da chapa majoritária e para a disputa pela vaga no Senado na esfera bolsonarista permanece indefinido na reta final de alianças.
Segundo dirigentes do PL, a tendência é que o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) seja o candidato ao Senado. Para a vaga de vice-governador na chapa com Douglas Ruas (PL), a aposta recai sobre uma liderança feminina dentro do partido. O senador Carlos Portinho (PL) também deve concorrer a uma vaga no Senado.
A ausência de alianças mais amplas no Rio de Janeiro representa uma perda de tempo de TV para o PL, já que o União Brasil tende a adotar uma postura neutra no estado após a desistência de Canella. Essa situação afeta não só a competitividade de Douglas Ruas, mas também a estratégia de Flávio Bolsonaro para ampliar sua votação na região Sudeste, conforme reconhecem interlocutores da sigla.
Mudanças na Composição da Chapa
A formação da chapa no Rio tem sido marcada por mudanças significativas. O bolsonarismo teve que alterar três dos quatro postos inicialmente planejados em fevereiro. Além da saída de Márcio Canella, Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, também abriu mão da vaga de vice na chapa de Douglas Ruas. Outra baixa relevante foi a desistência do atual governador, Cláudio Castro (PL), da corrida ao Senado, em virtude do avanço das investigações sobre os casos Master e Refit, nos quais ele foi alvo da Polícia Federal.
Márcio Canella Concorre a Deputado Estadual
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e figura proeminente na Baixada Fluminense, decidiu concorrer a deputado estadual. Sua candidatura ocorre em meio a investigações sobre suposta participação em organização criminosa e após ser preso por porte ilegal de fuzil. A relação entre Canella e o PL sofreu abalos, levando Flávio Bolsonaro a remover Rogéria Bolsonaro, sua mãe, da posição de primeira suplente para se resguardar das suspeitas que recaem sobre o aliado.
Fonte: g1
