PL busca fechar chapa majoritária no Rio de Janeiro com definição pendente de vice e alianças estratégicas
A campanha de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro enfrenta desafios para completar sua chapa majoritária. A ausência de um vice oficializado e a indefinição sobre o apoio da federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, geram apreensão no partido. O prazo final para a definição das candidaturas se aproxima, com as convenções partidárias marcadas para 5 de agosto.
A expectativa do PL é que a inclusão formal da federação na chapa de Ruas amplie significativamente seu tempo de propaganda eleitoral na televisão. Este fator é considerado crucial para o candidato, que possui baixo reconhecimento entre os eleitores fluminenses e terá como adversários nomes fortes como Eduardo Paes (PSD) e Anthony Garotinho (Republicanos).
O afastamento de Rogério Lisboa (PP), que havia sido cotado para vice, acendeu um alerta na cúpula do PL. Lideranças do partido admitiram trabalhar intensamente até o último momento para garantir a manutenção da aliança, diante do estremecimento nas negociações.
Federação União Progressista é peça-chave para candidatura de Douglas Ruas
A articulação nacional liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda não conseguiu destravar apoios de partidos do Centrão para palanques regionais, o que impacta diretamente a campanha no Rio. A neutralidade de algumas legendas na disputa presidencial reflete-se na indefinição de alianças estaduais.
A federação União Progressista no Rio de Janeiro está no centro do impasse. O PP tem sido cortejado pelo grupo de Eduardo Paes, enquanto o PL tenta manter o acordo costurado em torno de Douglas Ruas, especialmente junto ao União Brasil. Este último realizou sua convenção sem definir compromisso com o governo estadual, e a decisão é aguardada para esta terça-feira, 4.
Mudança de rota e possíveis soluções para a chapa do PL
A indefinição atual representa uma alteração na estratégia inicial do PL no Rio. Anteriormente, a federação União Progressista estava prevista na chapa, com Márcio Canella (União Brasil) como candidato ao Senado. A possível saída do bloco impacta o desenho completo do palanque bolsonarista no estado.
Um dos nomes considerados para a vice de Douglas Ruas foi o do ex-prefeito de Magé, Renato Cozzolino. No entanto, ele foi visto recentemente ao lado de Eduardo Paes, o que complica sua indicação. Caso não consiga fechar alianças para a vaga de vice, o PL pode ter que recorrer a uma solução interna, formando uma chapa “puro-sangue”.
Fonte: g1.globo.com
