Irmãos Policiais e Empresas de Segurança: Conexões Suspeitas com Rio Metrópole e DER no RJ

Irmãos Policiais e Empresas de Segurança: Conexões Suspeitas com Rio Metrópole e DER no RJ

Ligação de Policiais com Empresas de Segurança Suspeitas no Rio de Janeiro Um comissário da Polícia Civil e um policial militar, irmãos, estão sob investigação por suas conexões com duas empresas de segurança privada que cruzam o caminho de órgãos estaduais importantes no Rio de Janeiro: o Instituto Rio Metrópole (IRM) e o Departamento de […]

Resumo

Ligação de Policiais com Empresas de Segurança Suspeitas no Rio de Janeiro

Um comissário da Polícia Civil e um policial militar, irmãos, estão sob investigação por suas conexões com duas empresas de segurança privada que cruzam o caminho de órgãos estaduais importantes no Rio de Janeiro: o Instituto Rio Metrópole (IRM) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ).

As suspeitas recaem sobre a forma como essas empresas operam e como seus contratos são firmados, levantando questionamentos sobre a legalidade e a eficiência dos serviços prestados. A investigação busca desvendar um esquema que pode ter movimentado milhões de reais em desvios e contratos irregulares.

O caso ganhou destaque após levantamentos que apontam para coincidências surpreendentes, como a mesma contadora atuando nas duas empresas e a atuação de vigilantes desarmados em contratos que preveem segurança armada. As informações são baseadas em análises de contratos sociais e investigações do Ministério Público do Rio (MPRJ).

Rio Metrópole: Um Esquema de Desvio de Verbas Públicas

O Instituto Rio Metrópole (IRM) se tornou o centro de uma investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ), que aponta para um sofisticado esquema de desvio de dinheiro público. Segundo a denúncia, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 86,28 milhões entre julho de 2022 e maio de 2026, valores retirados de contratos firmados pelo próprio IRM.

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A auditoria da Controladoria-Geral do Estado, sob a chefia do presidente interino do Rio Metrópole, Roberto Leão, já elevou esse total para R$ 150 milhões. Nesse contexto, a empresa de segurança RioForte chamou a atenção dos investigadores ao ser flagrada escoltando um saque de R$ 3 milhões em espécie. A retirada foi realizada por Caroline Soares Barros, ex-fiscal de contratos do IRM e figura central na investigação, apelidada de “mulher da mala”.

RioForte: O Papel dos Policiais na Empresa de Segurança

O quadro societário da RioForte revelou conexões diretas com a Polícia Civil. De fevereiro a novembro de 2023, os sócios da empresa eram o delegado Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM, e o comissário Eduardo Alencar e Silva. Embora a sociedade tenha sido formalmente alterada, com a entrada do pai de Franquis, investigadores apontam que Eduardo continuava no comando de fato, com Franquis exercendo controle final.

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A atuação de Franquis, utilizando sua posição de delegado para transitar entre a autarquia e a empresa responsável pelo transporte de valores, é um ponto crucial na investigação. A RioForte é suspeita de realizar a escolta não oficial de dinheiro que teria sido desviado do IRM.

Brasvip e DER: Contrato Suspeito de Segurança Armada

Uma segunda coincidência foi identificada pela reportagem: a empresa Brasvip, que possui contrato com o DER-RJ no valor de cerca de R$ 14 milhões, tem como sócio o policial militar Marcus Alencar e Silva, irmão do comissário Eduardo Alencar e Silva. O ponto mais crítico é que, apesar do contrato ser para segurança armada, os vigilantes da Brasvip não atuam armados.

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Isso levanta a suspeita de que o Estado estaria pagando por uma estrutura de segurança que não é entregue na prática. A corregedoria do DER está apurando como esse contrato foi celebrado e se houve irregularidades na prestação do serviço.

Conexão e Nova Frente de Investigação

A descoberta de que a RioForte e a Brasvip compartilham a mesma contadora reforça as suspeitas de uma rede de relações que permitiu a movimentação de recursos públicos sem levantar suspeitas por anos. O Ministério Público trata essa coincidência como uma nova frente de apuração dentro da Operação Ouroboros.

A Operação Ouroboros já levou à prisão de Franquis Dias Nepomuceno, do ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, e outras quatro pessoas, com um total de 11 acusados por crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora se aprofunda para entender o vínculo entre as duas empresas de segurança e a possível extensão do esquema.

Fonte: O Globo

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