Auditoria em Contratos da Defesa Civil: Condição para Secretário
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, estabeleceu uma condição crucial para a permanência do Coronel Bombeiro Tarciso Salles como Secretário Estadual de Defesa Civil e Comandante-Geral da corporação: a realização de uma auditoria externa independente em todos os contratos da pasta e do Corpo de Bombeiros.
A exigência surge em meio a questionamentos sobre a proximidade de Salles com David Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole, preso na última semana sob acusação de integrar um esquema de corrupção que desviou R$ 86 milhões dos cofres públicos. A reunião entre Couto e Salles ocorreu no Tribunal de Justiça do Rio.
A decisão de Couto visa a assegurar a transparência e a lisura na gestão dos recursos públicos, especialmente após as revelações sobre o esquema investigado pelo Ministério Público e Polícia Civil. A auditoria externa independente é vista como um passo fundamental para restabelecer a confiança na Defesa Civil e no Corpo de Bombeiros.
Proximidade entre Secretário e Presidente Preso
O Coronel Tarciso Salles e David Perini Vermelho, conhecido como Didê, mantêm uma relação de amizade que se estende por anos. Didê, um sargento bombeiro reformado, foi preso no dia 9 sob acusações de fraude em licitações e direcionamento de contratos no Instituto Rio Metrópole. As investigações apontam para um desvio de mais de R$ 86 milhões.
A proximidade entre os dois é evidenciada em publicações nas redes sociais. Em março deste ano, Salles postou um vídeo desejando feliz aniversário a Didê, agradecendo pela amizade e lealdade. Em junho do ano passado, foi a vez de Didê parabenizar Salles, chamando-o de “ser humano inigualável, incrível, e justo”.
Homenagem e Moradia em Imóvel de Didê
Em dezembro de 2024, Didê foi homenageado pelo Coronel Salles com a medalha “Mérito Avante Bombeiro”, uma das mais altas condecorações da corporação. Didê expressou sua emoção em ser agraciado, lembrando de sua trajetória nos bombeiros. Relatos indicam que o Coronel Salles chegou a residir em um imóvel pertencente a Didê por um período.
A investigação que levou à prisão de Didê aponta que a organização criminosa fraudava licitações e direcionava contratos do Instituto Rio Metrópole para empresas específicas. Posteriormente, parte dos valores era sacada em espécie e distribuída entre os membros do grupo.
Fonte: G1
