PGE-RJ aciona Justiça contra gestoras do Master por rombo de R$ 650 milhões no Rioprevidência

PGE-RJ aciona Justiça contra gestoras do Master por rombo de R$ 650 milhões no Rioprevidência

PGE-RJ entra com ações contra Master e gestoras por prejuízo bilionário no Rioprevidência A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou três ações judiciais nesta quinta-feira, 16, visando apurar perdas financeiras que ultrapassam R$ 641 milhões. Os valores são referentes a investimentos realizados pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio […]

Resumo

PGE-RJ entra com ações contra Master e gestoras por prejuízo bilionário no Rioprevidência

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou três ações judiciais nesta quinta-feira, 16, visando apurar perdas financeiras que ultrapassam R$ 641 milhões. Os valores são referentes a investimentos realizados pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) em fundos geridos pelo Grupo Master.

As ações concentram-se em aplicações feitas nos fundos Revolution e Texas I FIA, ambos vinculados à Master Corretora. A PGE-RJ busca o bloqueio de bens no valor de R$ 616,6 milhões, incluindo ativos como imóveis, veículos e até criptomoedas, através do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SisbaJud).

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As investigações apontam para aplicações significativas em ambos os fundos. No Revolution, foram investidos R$ 481,4 milhões, mas a carteira é classificada como “sob sigilo” e apresenta remuneração considerada “economicamente anômala”. Já no Texas I FIA, um aporte de R$ 150 milhões se desvalorizou para apenas R$ 14,8 milhões em menos de um ano.

Detalhes das Ações e Fundos sob Suspeita

As medidas judiciais incluem duas tutelas cautelares e uma ação para exibição de documentos, tramitando em segredo de justiça. Para o fundo Revolution, a Justiça foi acionada para impedir que a Master dificulte o resgate de R$ 481 milhões solicitado pelo Rioprevidência, com prazo de pagamento em 17 de agosto. Houve também pedido de arresto de bens da gestora Acura e de seus diretores.

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No caso do Texas I FIA, a PGE-RJ solicitou a indisponibilidade de bens da gestora Axor e da Trustee DTVM, além de seus diretores. A Procuradoria também requisitou uma auditoria independente sobre a real situação do fundo, que teve sua carteira ocultada após os pedidos de resgate, sob alegação de “sigilo”.

Assimetria de Informações e Operação “Carbono Oculto”

A PGE-RJ destaca que a opacidade nas informações dos fundos, especialmente o Texas I FIA, dificulta a precificação exata do prejuízo sofrido pelo Estado. No Texas I, o sistema da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indica ausência de informações nos últimos 360 dias, o que precede o investimento do Rioprevidência.

A perda no Texas I FIA está ligada a uma suposta “compra coordenada” de ações da Ambipar. A Procuradoria aponta que a gestora Trustee DTVM, ligada à Operação “Carbono Oculto” que investiga lavagem de dinheiro, teria inflado artificialmente o preço das ações da Ambipar. O fundo concentrou 96% de sua carteira nesses papéis, chegando a ficar desenquadrado das regras da CVM.

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Fonte: G1

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