Eduardo Paes chama Alerj de "mais mafiosa do Brasil" e afirma: "Não sou boneco do Lula"

Eduardo Paes chama Alerj de “mais mafiosa do Brasil” e afirma: “Não sou boneco do Lula”

Paes critica Alerj e gestão de segurança no Rio, defendendo autonomia política O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD-RJ), durante sabatina na BandNews TV, teceu duras críticas à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e à atual gestão da segurança pública no estado. Paes defendeu a necessidade de uma reforma institucional profunda […]

Resumo

Paes critica Alerj e gestão de segurança no Rio, defendendo autonomia política

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD-RJ), durante sabatina na BandNews TV, teceu duras críticas à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e à atual gestão da segurança pública no estado. Paes defendeu a necessidade de uma reforma institucional profunda e buscou distanciar sua imagem de uma dependência exclusiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As declarações foram feitas em um momento em que o cenário político fluminense se agita em torno das pré-candidaturas ao governo do estado. Paes apresentou sua visão sobre os problemas que assolam o Rio de Janeiro, apontando para uma crise político-institucional como raiz das dificuldades.

O pré-candidato também abordou sua relação com o presidente Lula, ressaltando a gratidão pelo apoio, mas enfatizando sua independência. A entrevista serviu como palco para Paes expor suas propostas e visões sobre os desafios do estado, buscando conquistar eleitores com um discurso de renovação e capacidade de gestão.

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Alerj é classificada como “mais mafiosa do Brasil”

Eduardo Paes não poupou críticas à atual composição da Alerj, classificando-a como a “Assembleia Legislativa mais mafiosa do Brasil”. Ele citou o fato de um chefe da Polícia Civil ter sido nomeado pela Assembleia como um exemplo do problema, indicando uma interferência política indevida nas forças de segurança.

“Retirar as patas, as garras dos políticos das forças de segurança. Isso é um grande problema do Rio”, afirmou Paes, destacando que a crise no estado é, em sua avaliação, primariamente político-institucional, e não apenas fiscal ou de segurança pública.

O pré-candidato também mencionou o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que foi preso por relações com o Comando Vermelho, como um reflexo da situação. Paes relembrou a eleição de 2018, na qual foi derrotado, e criticou a ascensão de figuras como o ex-governador Cláudio Castro, que ele descreveu como “supostamente de fora do sistema”.

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“Não sou um boneco de Lula”, declara Paes

Em relação ao apoio do presidente Lula, Eduardo Paes foi enfático ao afirmar que “não sou um boneco do presidente Lula”. Ele reconheceu a ajuda do presidente ao Estado do Rio e expressou gratidão, mas ressaltou que sua candidatura é independente.

“O presidente Lula é uma pessoa que ajudou enormemente o Estado do Rio de Janeiro. Por isso merece a minha gratidão, meu apoio e eu acho que é a melhor alternativa para o Brasil. Mas eu não sou um boneco do presidente Lula, nem fico me agarrando no presidente Lula para me eleger a qualquer coisa no Rio de Janeiro”, disse.

Paes utilizou o exemplo de indicações políticas de Bolsonaro para governos anteriores no Rio para argumentar que a responsabilidade por falhas não deve ser atribuída apenas a quem indicou, mas sim a quem governou.

Propostas e Visão de Gestão

Paes defendeu sua capacidade de gestão com base em seus quatro mandatos como prefeito do Rio de Janeiro, destacando a habilidade de governar com diferentes vertentes políticas no parlamento sem precisar “comprar o parlamento”. Ele ressaltou a importância de ter políticas públicas, metas e visão para promover mudanças.

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Sobre o déficit fiscal, Paes argumentou que o problema reside na gestão das secretarias, não no número delas, e defendeu a manutenção de estruturas para áreas como juventude e mulher. Ele também criticou a alocação de recursos na saúde, afirmando que o orçamento da prefeitura do Rio na área é maior que o do estado, o que considera inaceitável.

Por fim, Paes destacou a necessidade de criar um ambiente propício para investimentos, o que, segundo ele, passa pela resolução da crise institucional e pela garantia de segurança jurídica. Ele apontou que a ligação do presidente da Alerj com o crime organizado e a prática de “achacar” empresários afastam investidores do estado.

Fonte: G1

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