Orla do Rio em 2026: Entidades Cobram Ação Urgente da Prefeitura Contra Desordem e Comércio Irregular

Orla do Rio em 2026: Entidades Cobram Ação Urgente da Prefeitura Contra Desordem e Comércio Irregular

Entidades do Turismo Alertam para Risco de Desordem na Orla Carioca e Exigem Medidas da Prefeitura Dez entidades representativas do setor de turismo, hotelaria, comércio, bares e restaurantes do Rio de Janeiro divulgaram um manifesto cobrando ações efetivas e permanentes da Prefeitura para reorganizar a orla carioca. O documento, intitulado “Por uma orla que orgulha […]

Resumo

Entidades do Turismo Alertam para Risco de Desordem na Orla Carioca e Exigem Medidas da Prefeitura

Dez entidades representativas do setor de turismo, hotelaria, comércio, bares e restaurantes do Rio de Janeiro divulgaram um manifesto cobrando ações efetivas e permanentes da Prefeitura para reorganizar a orla carioca. O documento, intitulado “Por uma orla que orgulha o carioca”, foi encaminhado ao Secretário Municipal de Ordem Pública e à Câmara Municipal, expressando profunda preocupação com o avanço do comércio irregular e a ocupação desordenada das praias e calçadões.

O manifesto ressalta que a situação atual transcende a informalidade tradicional, configurando uma ocupação sistemática de áreas públicas que impacta negativamente moradores, turistas e empresários que operam dentro da legalidade. A carta aberta destaca que a experiência do visitante, um dos pilares do turismo na cidade, é diretamente afetada, com turistas se tornando alvos de práticas de preços arbitrárias e desorganização.

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Esta mobilização ocorre em um momento crucial para o Rio de Janeiro, que intensifica a realização de grandes eventos, atrai turistas internacionais e busca fortalecer sua imagem como destino globalmente competitivo, visando atrair novos investimentos. A desordem na orla, principal cartão-postal da cidade, é vista como um entrave para esses objetivos.

Comércio Irregular Atinge Nível Preocupante

O documento assinado por associações como Abav-RJ, ABIH-RJ, Abrasel-RJ, Visit Rio, SindRio, Associação Comercial do RJ, Orla Rio, Coopquiosque e Apresenta, afirma que o comércio irregular na orla saiu do controle. As entidades defendem uma política pública de ordenamento que seja compatível com a importância turística e econômica das praias.

Impacto Direto na Experiência Turística e Negócios Formais

Marcelo Siciliano, presidente da Abav-RJ, enfatiza que a solução depende da atuação contínua da administração municipal para garantir uma orla organizada, acolhedora e sustentável. Luiz Strauss, presidente-executivo do Visit Rio, complementa que a questão afeta a percepção da cidade como destino turístico e defende uma fiscalização mais efetiva, tanto na ocupação da orla quanto nas exigências sanitárias.

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Alfredo Lopes, presidente do Conselho Deliberativo da ABIH-RJ, aponta que a desorganização transmitida pela ocupação irregular compromete a circulação de pedestres e a experiência dos visitantes, citando o exemplo de barracas posicionadas de forma a criar “corredores poloneses” no calçadão.

Propostas para um Ordenamento Eficiente

Maurício Costa, presidente da Abrasel-RJ, alerta para questões sanitárias, concorrenciais e de segurança, propondo que a prefeitura estabeleça áreas específicas para o comércio, com obrigatoriedade de CNPJ e pagamento de taxas. Sindicatos e concessionárias, como a Orla Rio, também reforçam a importância do ordenamento para a proteção dos empreendedores formais e a sensação de segurança.

João Lameirinhas, presidente da Coopquiosque, destaca a concorrência desigual enfrentada pelos comerciantes regularizados. Pedro Guimarães, da Associação Comercial do Rio, defende a atuação conjunta entre Prefeitura e Estado para combater a ilegalidade sem prejudicar quem atua formalmente.

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A discussão se intensifica em um período de alta movimentação turística e com a cidade investindo em revitalização urbana, como os projetos Praça Onze Maravilha e Porto Maravilha. As entidades esperam que o debate avance para políticas públicas permanentes que conciliem o uso democrático das praias, a atividade econômica, a fiscalização e a preservação da experiência de todos.

Fonte: O Globo

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