Rio de Janeiro se Transforma em Polo de Eventos Científicos e MICE
O Rio de Janeiro, mundialmente conhecido por seu turismo de lazer, está expandindo sua atuação para o segmento MICE (Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições). A estratégia visa diversificar a oferta turística e impulsionar a economia local, especialmente durante a temporada de inverno, tradicionalmente de menor movimento.
A aposta em eventos técnico-científicos tem se mostrado promissora. Segundo o Visit Rio, em 2026, espera-se que esses encontros atraiam mais de 2,2 milhões de participantes, gerando um impacto financeiro de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para a economia carioca. Essa iniciativa é crucial para manter a ocupação hoteleira em níveis elevados durante os meses de baixa temporada.
Luiz Strauss, presidente-executivo do Visit Rio, ressalta a importância estratégica deste segmento. “Os eventos técnico-científicos representam um segmento estratégico porque, além do impacto econômico, eles promovem intercâmbio internacional, fortalecem a imagem do Rio junto à comunidade científica e deixam um legado”, afirma.
Rio de Janeiro Sediará Maior Congresso Mundial sobre AIDS
Um exemplo significativo desse investimento é a escolha do Riocentro para sediar o maior congresso sobre AIDS do mundo, que ocorrerá entre 26 e 31 de julho. O Brasil, reconhecido internacionalmente por sua resposta eficaz ao HIV, especialmente através do acesso universal ao tratamento pelo SUS, ampliará seu protagonismo global ao abrigar um evento de tamanha magnitude.
Beatriz Grinjstein, presidente do Congresso AIDS 2026, celebra a escolha do país. “Sediar a AIDS 2026 no Brasil tem enorme relevância simbólica, política e científica. O país mostrou que, mesmo diante de profundas desigualdades, é possível construir respostas inovadoras quando a vida, a equidade, os direitos humanos estão no centro”, declarou.
A realização de grandes conferências científicas no Rio de Janeiro não apenas fortalece a imagem da cidade como um destino de negócios e conhecimento, mas também contribui para o desenvolvimento científico e a troca de experiências internacionais, gerando benefícios duradouros para a comunidade e para a economia local.
Fonte: G1
