Aliado de Flávio Bolsonaro é preso com fuzil em operação da PF no Rio
Articuladores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República mantêm silêncio sobre a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), em uma operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu no Rio de Janeiro, reduto político do senador bolsonarista.
Canella foi alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne. Embora não houvesse mandado de prisão contra ele, durante a abordagem policial, agentes encontraram um fuzil no carro do político. O aliado de Flávio não possuía porte legal para a arma de uso restrito.
A reportagem tentou contato com a campanha presidencial e o PL, partido liderado por Valdemar Costa Neto, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Canais oficiais de Flávio Bolsonaro e do PL também não registraram posicionamentos sobre o caso.
Operação investiga movimentação bilionária em lavagem de dinheiro
A investigação da Polícia Federal busca desmantelar um grupo criminoso que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em dinheiro ilícito ao longo de seis anos. Segundo a PF, Márcio Canella é considerado o braço político da organização, que utilizava uma rede de postos de combustíveis para lavar o dinheiro.
Durante a ação, foram apreendidas armas, itens de luxo e dinheiro. A operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em diversos municípios do Rio de Janeiro, além de ter tido bens e valores sequestrados e atividades econômicas suspensas.
Márcio Canella: histórico político e aliança com Flávio Bolsonaro
Márcio Correia de Oliveira, conhecido como Márcio Canella, é presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro. Ele foi prefeito de Belford Roxo até abril deste ano, quando renunciou para se candidatar ao Senado Federal com o apoio de Flávio Bolsonaro. A aliança previa que Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, seria a primeira suplente na chapa.
A carreira política de Canella começou como vereador em Belford Roxo, em 2012. Posteriormente, foi eleito deputado estadual por três mandatos consecutivos na Alerj, onde dividiu parlamento com Flávio Bolsonaro. Ele também foi vice-prefeito de Belford Roxo, mas teve o diploma cassado em 2018 junto com o então prefeito Waguinho por irregularidades na campanha.
Durante seus mandatos na Alerj, Canella acumulou votações relevantes, como o apoio à nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado, a revogação da prisão de deputados na Operação Cadeia Velha e o fim do afastamento da deputada Lucinha, investigada por supostas ligações com milícias.
Fonte: ND Mais
