Operações da PF forçam PL a redesenhar chapa no Rio e blindar candidatura de Flávio Bolsonaro

Operações da PF forçam PL a redesenhar chapa no Rio e blindar candidatura de Flávio Bolsonaro

PF investiga aliados do bolsonarismo no Rio, forçando reajustes eleitorais Série de operações da Polícia Federal no Rio de Janeiro tem levado o Partido Liberal (PL) a repensar sua estratégia eleitoral no estado. Atingidos pela investigação, figuras centrais na montagem do palanque bolsonarista no Rio de Janeiro motivaram discussões sobre mudanças na disputa pelo Senado […]

Resumo

PF investiga aliados do bolsonarismo no Rio, forçando reajustes eleitorais

Série de operações da Polícia Federal no Rio de Janeiro tem levado o Partido Liberal (PL) a repensar sua estratégia eleitoral no estado. Atingidos pela investigação, figuras centrais na montagem do palanque bolsonarista no Rio de Janeiro motivaram discussões sobre mudanças na disputa pelo Senado e a reorganização da campanha.

O objetivo principal é evitar que novos desgastes impactem a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pressão das investigações força o partido a buscar alternativas para manter a força política no estado e proteger a imagem do senador.

As movimentações indicam uma resposta direta às ações da PF, que têm atingido nomes importantes para a articulação política do grupo no Rio de Janeiro, conforme apurado pelo G1.

Desistência de Bacellar e a aposta em Douglas Ruas

O primeiro impacto significativo ocorreu na disputa pelo governo fluminense. Rodrigo Bacellar (União), então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e principal nome cogitado pelo grupo para concorrer ao Palácio Guanabara, deixou o cenário eleitoral após ser preso e posteriormente cassado no âmbito da Operação Unha e Carne.

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Com a saída de Bacellar, o PL lançou Douglas Ruas, deputado estadual e também ex-presidente da Alerj, como seu plano B. Ruas passou a ser a aposta do partido para enfrentar o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), na disputa estadual, demonstrando a necessidade de adaptação diante de imprevistos.

Nova frente de preocupação com a Operação Unha e Carne

A sexta fase da Operação Unha e Carne trouxe uma nova preocupação para o PL. O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), pré-candidato ao Senado e um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro no estado, está entre os alvos da investigação. A Polícia Federal aponta que o grupo investigado teria movimentado R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro, utilizando uma rede de postos de combustíveis.

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Flávio Bolsonaro já havia manifestado apoio público a Canella em abril deste ano, chamando-o de “amigo” e declarando estar “100%” fechado com sua pré-candidatura ao Senado. “Estou aqui para reafirmar nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella como pré-candidato ao Senado no Rio. Ele foi deputado comigo. É competente, sabe trabalhar e vai estar com a gente na missão de resgatar o nosso Brasil no Rio de Janeiro”, disse o senador em vídeo.

Articulação para o Senado é abalada

A operação federal atingiu diretamente a engenharia política articulada por Flávio Bolsonaro para a disputa pelo Senado. O senador havia trabalhado pela candidatura de Canella e anunciado sua mãe, a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro (PL), como primeira suplente da chapa, transformando a aliança em uma das principais apostas do PL no Rio.

Nos bastidores, porém, a avaliação é que manter um candidato sob investigação da Polícia Federal pode ampliar o desgaste sobre a campanha presidencial de Flávio. Integrantes do partido voltaram a defender uma revisão da composição da chapa ao Senado. Nomes como Sostenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, e o deputado federal Carlos Jordy, além do senador Carlos Portinho, são mencionados como alternativas para as vagas.

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Prioridade é blindar a candidatura presidencial

A necessidade de reorganização da chapa fluminense ocorre após uma sequência de investigações que atingiram expoentes estratégicos do grupo no estado. Além de Bacellar e Canella, o ex-governador Cláudio Castro desistiu da disputa ao Senado após ser alvo de operações da Polícia Federal, o que obrigou o partido a reexaminar seus planos eleitorais.

A leitura predominante entre os dirigentes do PL é que a prioridade máxima passou a ser blindar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Por isso, a estratégia em discussão é reconstruir o palanque fluminense com nomes que não estejam no centro das investigações em curso, reduzindo o risco de que novas operações da Polícia Federal dominem o noticiário durante o período eleitoral.

Fonte: G1

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