Operação da PF atinge aliado de Flávio Bolsonaro e complica cenário eleitoral no Rio
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) uma operação no Rio de Janeiro contra um esquema de lavagem de dinheiro, com foco em fraudes envolvendo combustíveis. Um dos alvos é Márcio Canella, que vinha sendo apontado como pré-candidato ao Senado e possui laços estreitos com o grupo político de Flávio Bolsonaro.
A proximidade entre Canella e Flávio Bolsonaro se estende à indicação de Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, como primeira suplente na chapa ao Senado, um acordo já confirmado pelo próprio Flávio em declarações anteriores.
A ação policial ocorre em um momento delicado para a pré-campanha bolsonarista no estado, que já enfrentava turbulências com a inelegibilidade do governador Cláudio Castro e outras investigações. A situação intensifica a pressão interna no PL para reavaliação dos nomes que comporão a chapa majoritária no Rio de Janeiro. Conforme informação divulgada pela Polícia Federal.
Canella se torna alvo em meio a revéses na pré-campanha do Rio
A deflagração da operação contra Márcio Canella ocorre enquanto Flávio Bolsonaro participa de uma audiência pública nos Estados Unidos. O episódio se soma a uma série de dificuldades que já vinham desgastando o grupo político no estado.
Antes de Canella, o governador Cláudio Castro já havia sido declarado inelegível pelo TSE e se tornou alvo de operações da PF em maio, o que o levou a desistir de concorrer ao Senado. Na semana passada, outra ação da Polícia Federal mirou pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante, ampliando o número de nomes do entorno bolsonarista sob investigação.
PL pressiona por mudanças na chapa após operação da PF
A nova operação contra Márcio Canella reacende um debate interno no Partido Liberal (PL) sobre a composição da chapa para as eleições. Integrantes da legenda já haviam recomendado a Flávio Bolsonaro que reavaliasse o nome de Canella para a disputa ao Senado.
Com Cláudio Castro fora da disputa devido à sua inelegibilidade e às investigações, e agora com Márcio Canella diretamente atingido pela PF, a definição da chapa ao Senado no Rio de Janeiro volta a ser um ponto central de discussão na pré-campanha.
Fonte: G1
