Drogômetros em Teste: Nova Tecnologia Pode Ampliar Fiscalização de Motoristas Sob Efeito de Drogas no Brasil

Drogômetros em Teste: Nova Tecnologia Pode Ampliar Fiscalização de Motoristas Sob Efeito de Drogas no Brasil

Tecnologia para Identificar Uso de Drogas ao Volante Avança no Brasil A fiscalização de trânsito no Brasil pode ganhar um importante reforço nos próximos anos com o desenvolvimento dos chamados drogômetros. Esses aparelhos, projetados para detectar a presença de substâncias psicoativas no organismo de motoristas, estão atualmente em fase de testes. A implementação desses equipamentos […]

Resumo

Tecnologia para Identificar Uso de Drogas ao Volante Avança no Brasil

A fiscalização de trânsito no Brasil pode ganhar um importante reforço nos próximos anos com o desenvolvimento dos chamados drogômetros. Esses aparelhos, projetados para detectar a presença de substâncias psicoativas no organismo de motoristas, estão atualmente em fase de testes. A implementação desses equipamentos em operações de trânsito, no entanto, depende de um processo de certificação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e posterior regulamentação pelos órgãos competentes.

Apesar do potencial da nova tecnologia, é importante ressaltar que ainda não existe uma regulamentação federal específica que autorize o uso dos drogômetros nas fiscalizações de trânsito em território nacional. A adoção desses dispositivos está condicionada à validação técnica e à criação de normas que garantam sua eficácia e confiabilidade nas abordagens.

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O deputado federal Hugo Leal, autor da Lei Seca, destacou que a legislação tem passado por aprimoramentos contínuos desde sua criação em 2008. Ele enfatizou a necessidade de expandir a fiscalização para abranger outras substâncias psicoativas, reconhecendo os riscos significativos que elas representam para a segurança no trânsito. “É necessário avançar para outras substâncias que também comprometem a capacidade do motorista”, afirmou Leal.

Avanços e Desafios da Lei Seca

Desde junho de 2008 até maio de 2026, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) registrou mais de 3,7 milhões de infrações relacionadas à Lei Seca em todo o país. Um dado relevante é que cerca de 66% dessas infrações correspondem à recusa dos motoristas em realizar o teste do bafômetro, evidenciando a resistência de parte dos condutores à fiscalização.

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No Rio de Janeiro, onde as operações iniciaram em 2009, foram realizadas mais de 42,6 mil blitzes, com um total de quase cinco milhões de motoristas abordados. Elaine Dutra, vítima de um motorista alcoolizado em 2003 e hoje agente de educação da Operação Lei Seca, testemunha os avanços: “Hoje somos bem aceitos em bares e eventos. Ouvimos nos hospitais que o número de traumas envolvendo álcool e direção caiu muito. É um trabalho de conscientização que acontece aos poucos”, relatou.

Legislação e Procedimentos Atuais

A legislação brasileira já prevê punições para quem dirige sob a influência de qualquer substância psicoativa. Atualmente, quando um agente de trânsito identifica sinais de alteração da capacidade psicomotora compatíveis com o uso de drogas, o condutor é encaminhado à delegacia. Lá, são realizados os procedimentos legais e exames periciais para comprovar a infração.

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A eventual certificação e regulamentação de algum dos modelos de drogômetros em teste poderá permitir a incorporação dessa nova tecnologia às operações da Lei Seca, ampliando as ferramentas de fiscalização e contribuindo para um trânsito mais seguro. Apesar dos progressos, a conscientização da população, especialmente dos jovens, permanece como um dos principais desafios a serem enfrentados.

Fonte: G1

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