Rodoviários do Rio anunciam greve a partir de segunda-feira (29)
O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro deu um prazo de 72 horas para o início de uma greve da categoria, com paralisação prevista para começar à meia-noite da próxima segunda-feira, 29 de julho. O aviso foi encaminhado à Prefeitura do Rio, ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) e aos consórcios de transporte. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também foi notificado.
A decisão de greve surge após a falta de uma contraproposta satisfatória por parte das empresas. A última oferta apresentada previa um reajuste salarial de 4,39%, o que representa um aumento considerado insuficiente pelos trabalhadores, especialmente diante das condições de trabalho e segurança enfrentadas diariamente.
Uma assembleia geral está marcada para o próximo dia 28, às 18h, na sede social do sindicato em Rocha Miranda, para ratificar a decisão. O presidente do sindicato, Sebastião José, expressou a insatisfação da categoria, destacando as longas jornadas de trabalho e a exposição à violência urbana.
Reivindicações da categoria e proposta patronal
A proposta das empresas, se aceita, resultaria em um reajuste de R$ 150,15 para motoristas de ônibus convencionais, elevando o salário de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Para motoristas de articulados, o aumento seria de R$ 180,17, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação teria um acréscimo de R$ 29, passando de R$ 660 para R$ 689.
No entanto, o sindicato afirma que a categoria não abre mão das pautas aprovadas em assembleia. Entre as principais reivindicações estão a mudança da data-base para 1º de março, salários de R$ 5 mil para motoristas de articulados e R$ 4 mil para os demais. Além disso, pedem o fim dos contratos temporários, contratação via CLT para profissionais do BRT, ticket-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre, indenização dos 30 minutos de intervalo de almoço e oferta de planos de saúde e odontológico.
Expectativa e possível impacto para os usuários
Sebastião José ressaltou que a categoria busca apenas o que é de direito e espera que o impasse seja resolvido para evitar que os usuários mais uma vez paguem o preço da disputa. O sindicato busca uma solução que atenda às necessidades dos trabalhadores, que muitas vezes enfrentam jornadas exaustivas e riscos à segurança pessoal.
Até o momento, a prefeitura, o Rio Ônibus e o MPT não responderam sobre o recebimento do ofício do sindicato. O espaço permanece aberto para manifestações das partes envolvidas.
Fonte: Divulgação/Sindicato dos Rodoviários do Rio
