Investigação sobre morte de criança por envenenamento avança com apreensão de celulares
A investigação sobre a morte de Arthur de Melo Silva, de 11 anos, ganhou novos rumos nesta sexta-feira (19). Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) cumpriram mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares e outros dispositivos eletrônicos de familiares da criança. Arthur morreu após ficar internado por dez dias com intoxicação severa por chumbinho.
Foram apreendidos os aparelhos da mãe, Lidiane, do padrasto, do pai, Ademir, e da madrasta. Todo o material será submetido a perícia técnica e análise de dados. A Polícia Civil informou que nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento, buscando reconstruir os fatos que antecederam o mal-estar do menino.
Além da apreensão dos eletrônicos, os agentes realizaram uma nova perícia no imóvel relacionado ao caso e coletaram material genético para exames complementares. A corporação aguarda os resultados de laudos periciais, toxicológicos e genéticos para esclarecer a causa exata da morte.
Entenda o caso Arthur de Melo Silva
O caso começou a ser investigado no início de junho. Arthur faleceu na noite do dia 11, após uma internação em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu. Durante os dez dias de internação, ele sofreu várias paradas cardiorrespiratórias e recebeu atendimento intensivo.
Segundo relatos, o menino teria comido um bolo de chocolate encontrado em sua mochila ao retornar da escola no dia 1º de junho. Pouco tempo depois, começou a apresentar sintomas graves e precisou ser socorrido às pressas. Além de chumbinho, os peritos encontraram vestígios de lidocaína e midazolam no material coletado da criança.
O corpo de Arthur foi sepultado no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti, na tarde do último sábado (13).
Fonte: Reprodução/Redes sociais
