André Português: Rio de Janeiro precisa de gestor, não de mais um governador, diz ex-prefeito

André Português: Rio de Janeiro precisa de gestor, não de mais um governador, diz ex-prefeito

André Português propõe gestão focada em resultados para o Rio de Janeiro O cenário político do Rio de Janeiro ganha um novo contorno com as propostas de André Português, ex-prefeito de Miguel Pereira e empresário com formação em Gestão Pública e Hospitalar. Português argumenta que o estado, apesar de sua riqueza em recursos naturais e […]

Resumo

André Português propõe gestão focada em resultados para o Rio de Janeiro

O cenário político do Rio de Janeiro ganha um novo contorno com as propostas de André Português, ex-prefeito de Miguel Pereira e empresário com formação em Gestão Pública e Hospitalar. Português argumenta que o estado, apesar de sua riqueza em recursos naturais e econômicos, enfrenta uma “vergonha nacional” devido à “politicagem”. Sua candidatura ao governo estadual se baseia na premissa de que o Rio precisa, urgentemente, de um gestor competente e experiente, e não de mais um político tradicional.

Com um histórico de 26 anos na vida pública, incluindo dois mandatos como prefeito de Miguel Pereira e passagens pela presidência de consórcios intermunicipais de saúde e pela Associação Estadual de Municípios, Português afirma conhecer as diversas realidades do estado. Ele destaca que 60% das cidades fluminenses possuem até 50 mil habitantes, realidade que ele vivenciou e soube transformar em sua gestão municipal. Sua proposta central é trabalhar para o Rio, com foco em soluções práticas e eficientes.

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A entrevista abordou temas cruciais como segurança pública, dívida bilionária, saúde, educação e turismo. Em todas as áreas, Português defendeu uma abordagem baseada em gestão, inteligência, integração e parcerias com a iniciativa privada, afastando-se de modelos puramente assistencialistas ou politizados. A escolha de uma delegada do Ministério Público como vice reforça o compromisso com o combate à criminalidade através da inteligência financeira.

Combate à criminalidade com inteligência financeira

A segurança pública, principal preocupação dos cariocas, é tratada por Português com foco na inteligência financeira e no combate às fontes de receita de milícias e facções. “Milícia e facção não se sustentam só com fuzil — se sustentam com dinheiro”, afirmou, enfatizando a necessidade de seguir a “rota do dinheiro” para asfixiar as organizações criminosas. Seu plano inclui a estruturação da inteligência financeira do estado, com integração entre o Ministério Público, a Receita e o COAF.

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Gestão eficiente para um estado rico e endividado

Diante de uma dívida estadual de R$ 220 bilhões, André Português defende que o Rio de Janeiro possui recursos, mas carece de “gestão que respeite cada centavo”. Ele propõe recuperar a credibilidade fiscal e atrair investimentos através de parcerias com a iniciativa privada, método que aplicou em Miguel Pereira, atraindo quase R$ 1 bilhão em parcerias. “O Estado não precisa fazer tudo sozinho, precisa ser um bom parceiro, um bom contratante e um bom pagador”, ressaltou.

Saúde e Educação: Foco na gestão e no resultado

Na área da saúde, Português propõe auditar todos os contratos com Organizações Sociais (OSs), mantendo aquelas que entregam qualidade com custo justo e rescindindo com as que falham. “Gestão pública de verdade tem indicador, meta, transparência e consequência”, declarou. Para a educação, a valorização do magistério é vista como essencial, com salários dignos e formação continuada. Ele defende que a escola pública precisa “conversar com a realidade de cada região” para combater a evasão escolar.

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Turismo como motor de desenvolvimento para o interior

André Português, que transformou Miguel Pereira em um polo turístico, vê o setor como uma “indústria sem chaminé” capaz de gerar desenvolvimento para todo o interior do estado. Ele propõe identificar a vocação de cada cidade, estruturar o produto turístico e oferecer segurança jurídica aos investidores. “Não existe município fadado ao insucesso, o que existe é município sem projeto e sem planejamento”, concluiu, confiante no potencial do Rio de Janeiro.

Fonte: G1

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