Bolsonaristas buscam explorar declarações de Eduardo Paes sobre ex-presidente da Alerj
A campanha do pré-candidato bolsonarista ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), pretende utilizar falas elogiosas do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) em relação a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Bacellar, que teve seu mandato de deputado estadual cassado, encontra-se preso sob suspeita de vazar informações de uma operação policial que mirava o Comando Vermelho e o deputado estadual TH Joias. A estratégia visa desgastar a imagem de Paes, adversário de Ruas na disputa pelo Palácio Guanabara.
Um vídeo recente que circulou nas redes sociais mostra Paes elogiando Bacellar, expressando confiança em sua continuidade como liderança política no estado. “Um sujeito que chegou igual a um meteoro, o apelido dele aqui no Rio já é Tomahawk”, brincou Paes no material.
Bacellar: Aliado de Castro e alvo de investigações
Rodrigo Bacellar é um aliado próximo do ex-governador Cláudio Castro (PL). Castro chegou a compor a chapa do PL ao Senado, mas desistiu da candidatura após ser enfraquecido por operações da Polícia Federal e seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. A articulação do PL no Rio em torno de Douglas Ruas, ex-secretário de Transportes de Castro, tem enfrentado dificuldades.
Pesquisa aponta larga vantagem de Paes
Um levantamento da Paraná Pesquisas em abril indicou que Douglas Ruas detém apenas 13,2% das intenções de voto, enquanto Eduardo Paes lidera com 53%, cenário que aponta para uma vitória de Paes já no primeiro turno. A campanha de Ruas busca reverter esse quadro.
Estratégia bolsonarista para o Rio
Diante das investigações da Polícia Federal que atingem aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), membros da tropa bolsonarista cogitaram reformular a chapa do PL no estado para torná-la mais competitiva. Houve até mesmo discussões sobre a substituição do pré-candidato ao governo, Douglas Ruas. A exploração das falas de Paes sobre Bacellar se insere nesse contexto de busca por estratégias de ataque.
Fonte: O Globo
