Prefeito do Rio reage à decisão da Justiça sobre Monique Medeiros
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, manifestou sua perplexidade diante da decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, condenada pelo homicídio culposo de seu filho, Henry Borel. Em suas redes sociais, Paes confirmou que a demissão de Monique Medeiros da rede municipal de ensino será mantida, impedindo seu retorno como servidora pública na Secretaria Municipal de Educação.
“Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho”, escreveu o prefeito, referindo-se à condenação de Jairinho a mais de 43 anos de prisão.
A decisão de afastar Monique Medeiros do cargo de professora ocorreu em 25 de março, após um processo administrativo disciplinar (PAD) que avaliou a conduta da docente. A Prefeitura do Rio considerou que ela não deveria mais fazer parte do quadro de servidores da Secretaria Municipal de Educação.
Condenação e Perdão Judicial
O caso Henry Borel teve um julgamento longo, considerado o mais extenso do Tribunal do Júri fluminense em tempos recentes. Dr. Jairinho foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada, sendo condenada por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção, a ser cumprida em regime aberto.
Posicionamento do Prefeito
Eduardo Paes enfatizou que, como prefeito, pai e cidadão, fará o possível para garantir que as salas de aula sejam ambientes de aprendizado, proteção e respeito às crianças. “E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura”, declarou. Ele ressaltou que a manutenção da demissão é a única decisão possível para proteger a comunidade escolar e, ao mesmo tempo, preservar os direitos garantidos pela Justiça a Monique.
“Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal”, concluiu o prefeito, reforçando seu compromisso com a segurança e bem-estar dos estudantes da rede pública de ensino do Rio de Janeiro.
Fonte: G1
